terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Logos- Gordon Haddon Clark

Pelo gracioso convite de vocês, estou aqui esta manhã para palestrar, como sugerido a mim, sobre o primeiro versículo do Evangelho de João, onde Cristo é chamado de o Logos. Eu publiquei um pequeno livro sobre The Johannine Logos [O Logos Joanino], e se algo nesta breve palestra vos interessar, vocês acharão uma exposição mais completa nesse livro. Estatísticas podem não ser o tipo mais interessante de introdução, mas
não enfada o cérebro nem prejudica o intelecto saber que o Evangelho de João usa o termo Logos quarenta vezes. O que é mais surpreendente, na verdade desconcertante, é que o termo grego logos pode ser traduzido por quarenta palavras diferentes em inglês. O grande léxico de Liddell e Scott tem mais de cinco colunas, cada uma com noventa linhas, com seus vários significados. A palavra word [palavra] dificilmente é a tradução correta. Liddell e Scott dizem explicitamente que logos “raramente significa uma única palavra” (página 1058, coluna 2). A razão das nossas Bíblias traduzirem logos como word [palavra] é que Jerônimo, um monge do século V, traduziu-a incorretamente como verbum. A Vulgata de Jerônimo, como é chamada, tornou-se a Bíblia oficial da Igreja
Católica Romana, e os textos que Jerônimo usou têm se tornado a base das versões liberais contemporâneas. O termo latim Verbum tornou-se Word [Palavra] em inglês, embora eu não saiba o motivo de não ter se tornado verb [verbo], como acontece numa nova versão católica francesa, La Bible de Jerusalem. De qualquer forma, Logos dificilmente significa uma única palavra. Mas ela tem quarenta ou mais significados.
Eu não listei todos os significados, nem lerei minha lista abreviada. Apenas veja-a daí dos seus bancos mesmo: computação, cálculo, relatos, medidas, soma, total, estima,
consideração, valor, reputação, relação, forma, relação, proporção, regra, pretexto, raciocínio, razão, caso (em direito), teoria, argumento, princípio, lei, tese, hipótese, fórmula, definição, debate, reflexão, narrativa, história, discurso, oração, frase, mensagem, tradição, diálogo, oráculo, provérbio, linguagem, sentença e a Sabedoria de Deus.
O interesse particular no Logos como usado no primeiro versículo de João deriva-se de seu pano de fundo filosófico. Heráclito, um filósofo grego de aproximadamente 500 a.C., usou o termo para designar a Suprema Inteligência que governa o universo. Nem Platão nem Aristóteles tinham uma doutrina do Logos, mas os estóicos, a mais vigorosa de todas as escolas de 300 a.C. a 200 a.C., adotaram a visão de Heráclito. Então Filo, um judeu contemporâneo de Cristo, usou a doutrina estóica do Logos para interpretar o
Antigo Testamento. Alguns cristãos no terceiro século, e alguns outros no século XIX, pensavam que Filo tinha antecipado a doutrina da Trindade. Isso estava longe da intenção de Filo, embora ninguém possa negar que ele influenciou a igreja primitiva nessa direção. Em adição aos estóicos gregos e ao judeu Filo, há outra fonte que
parece ter influenciado João ainda mais diretamente. Numa data desconhecida, possivelmente no começo do segundo século, um autor desconhecido escreveu um tratado chamado Poimander. Esse se tornou o primeiro de uma série de dezoito que foram reunidos e publicados, talvez no quarto século, sob o nome Hermes Trismegistus. A obra completa era suposta ser uma revelação do deus egípcio Tehuti ou Thoth. Os tratados não são consistentes entre si, e um ou mais deles parece ser uma forma de
Cristianismo. Agora, Poimander, pelo qual Reizenstein tentou explicar a doutrina da redenção de Paulo, traz uma semelhança impressionante, ou melhor, uma não-semelhança impressionante, com o Prólogo do Evangelho de João. Poimander diz que o Logos não era no princípio, o Logos não era Deus, nem todas as coisas foram feitas por ele e, portanto, as trevas não puderam compreendê-lo. O contraste é tão definido que dificilmente alguém pode se refrear de concluir que João escreveu seu Prólogo com o expresso propósito de refutar Poimander. Isso pode parecer conflitar com uma data do segundo século para Poimander. Contudo, duas considerações preservam a possibilidade. Primeiro, os tratados foram escritos em diferentes épocas e reunidos mais tarde. Segundo, mesmo que Poimander não tenha sido escrito antes de 125 a.C., sua
religião era mais antiga e poderia ter tido um efeito nocivo sobre a evangelização do primeiro século. Hoje não estamos muito interessados na religião de Poimander, mas
deveríamos estar interessados em Cristo como o Logos, a despeito do fato que mesmo os membros de igrejas conservadores reagem negativamente a isso. Um relato da Pessoa de Cristo dificilmente poderia começar mais apropriadamente do que com João 1:1. Ecoando a Septuaginta, João usa Gênesis 1:1, “no princípio”. Não somente a divindade é afirmada nessas palavras, mas João repete a idéia no final do versículo: “O Logos era Deus”. Os Testemunhas de Jeová tentam fugir da força desse versículo. Eles traduzem-no, ou melhor, corrompem a tradução, como “o logos era um deus”. Dessa forma eles adotam o politeísmo. E eles não conhecem as regras de Grego sobre o uso do artigo, e afirmam equivocadamente que não existe nenhum artigo indefinido no Grego. Mas continuemos. Se João começa com a primeira palavra do Antigo Testamento, a segunda palavra do Antigo Testamento aparece no terceiro versículo de João: O Logos criou todas as coisas. Sem dúvida João não é o único apóstolo que nos diz isso. Em Efésios
3:9 Paulo diz que “Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo”. Então em Colossenses 1:16-17 Paulo diz que Cristo criou todas as coisas, e mais explicitamente que Cristo “organizou o universo”. Deveria ler lembrado que “ta panta” em grego, embora geralmente traduzido como “todas as coisas”, é a descrição regular do universo. Cristo, o Logos, a Divindade Inteligente, organizou o universo. A doutrina da criação, afirmando que o universo não é um mecanismo eterno, mas uma construção teleológica de Inteligência, precisa de grande ênfase hoje, pois é amplamente negada nas escolas públicas. Equações diferenciais sem propósito têm substituído uma mente onipotente e
onisciente. E essa teologia não afeta apenas a questão da física. Suas implicações são ainda mais facilmente vistas em seus efeitos sobre a moralidade, estendendo-se das pequenas às grandes cidades, cópias de Sodoma e Gomorra. Contudo, antes de entrarmos nessas questões derivadas, devemos continuar um pouco com a teologia básica. O motivo é que teologia é algo básico.

Associado com lógica, inteligência e mente está o conceito de sabedoria. Antes de se congratular em 1 Coríntios 2:16, onde Paulo diz que ele tinha a mente de Cristo, ele declarou que “Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1:24). Judas 25 reconhece isso ao se referir a Jesus como o “único Deus sábio, Salvador nosso”. Salmo 104:24 conecta sabedoria com criação ao afirmar: “Ó SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria”. O assunto é vasto. Uma
palestra como essa pode dar apenas umas poucas indicações dele. Por exemplo, Efésios 3:10 fala da “multiforme sabedoria de Deus”. Essa sabedoria é Cristo, pois Paulo tinha acabado de dizer (Efésios 1:8) que na obra redentora de Cristo, Deus “abundou para conosco em toda a sabedoria e prudência”. Os gnósticos fizeram da sabedoria ou Sophia o éon mais inferior na mente de Deus, e por seu pecado o mundo inferior veio à existência. O Novo Testamento menciona sophia ou sabedoria cinqüenta e uma vezes, mas essa não é a Sophia dos gnósticos. Tiago 1:5 nos admoesta que “se algum de vós
tem falta de sabedoria, peça-a a Deus… e ser-lhe-á dada”. Oramos freqüentemente por saúde, e isso não é impróprio, mas com que freqüência oramos por conhecimento e sabedoria?

Cristo é a sabedoria de Deus. Todavia, Cristo é algo mais, algo mais básico e fundamental que a própria sabedoria. O Novo Testamento usa a palavra verdade 110 vezes, das quais 25 ocorrem no Evangelho de João. Os eruditos Existencialistas ou Neo-ortodoxos, tais como Barth e Brunner, e os totalmente não-eruditos Pentecostais, unem-se no compartilhamento de emoção e experiência extática. Mas em nenhum lugar Cristo diz, “Eu sou a emoção”. Muitos bons cristãos, na verdade todos os bons cristãos, dizem que Deus é amor; e ele realmente é. Mas se isso não fosse verdade, ele não seria amor. A verdade é básica! Ouçam ao que o apóstolo disse. João 1:14: “A Palavra [Logos] era… cheia de graça e de verdade”. Três versículos abaixo, “a graça e a verdade vierem por Jesus Cristo”. O terceiro capítulo de João, cujo 16º versículo é tão bem conhecido, nos versículos 20-21 ensina que a moralidade depende da verdade. Em sua profunda conversa teológica com a mulher samaritana, que tinha tido cinco maridos e estava
vivendo com um homem que não era o seu marido, Cristo insistiu que uma pessoa deve adorar a Deus em espírito e em verdade. Para alguns judeus crentes Jesus prometeu “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (8:32). Mais tarde no mesmo capítulo, negativamente, Jesus denuncia o diabo porque não há verdade nele (8:44). Os dois próximos versículos continuam a ênfase. Então há o bem-conhecido versículo: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida” (14:6); e alguém pode comentar que se não é verdade que Cristo é o caminho, não haveria nenhuma necessidade de falar dessa forma. O Espírito Santo, algumas vezes chamado o Espírito de Cristo, é três vezes chamado o
Espírito de verdade (João 14:17, 15:26, e 16:13) em versículos que envolvem diretamente a doutrina da Trindade. Cristo também diz que ele mesmo é santificado por meio da verdade, assim como nós somos santificados por meio da verdade (17:17, 19). Se qualquer cristão deseja crescer em santidade, ele deve aprender mais a verdade. Os versículos citados são em sua maioria versículos de João que identificam Cristo como a Verdade. Qualquer um interessado pode pesquisar o restante dos 110 versículos no Novo Testamento e meditar sobre a verdade deles. Ninguém deveria ficar surpreso que o Logos – a Lógica, a Razão, a Sabedoria, a Mensagem, a Linguagem, a Reflexão de Deus – é a verdade. O que é surpreendente e deprimente é o fato que as igrejas chamadas evangélicas têm eliminado quase totalmente o intelectualismo do seu pensamento. Se não se tornaram Pentecostais estáticos, falando algaravias carismáticas, e se não se tornaram Existencialistas, que acham pouca ou nenhuma verdade na Bíblia, eles repudiam a teologia em favor de uma mente confortavelmente branca. Permita-me perguntar-lhe: Quando você ouviu um sermão sobre a Trindade pela última vez? Lembro-me de uma vez em 1924 por Clarence Edward Macartney, e outra realmente excelente por um sacerdote católico-grego em 1979. Mas mesmo referências à Trindade, para não dizer sermões completos, têm sido poucas em número. Referências a Cristo são freqüentes, mas geralmente sem sentido. Muitas vezes evangelistas têm enfatizado “um relacionamento pessoal com Cristo”. Isso não faz nenhum sentido. Mesmo Satanás tem um relacionamento pessoal com Cristo. Ele odeia a Cristo; e
odeia de uma forma muito pessoal. O que as pessoas precisam é de uma declaração do relacionamento pessoal apropriado com Cristo, e que depende de quem Cristo é. Alguém pode se simpatizar com pessoas humildes de baixo QI, que não podem entender. Mas não podemos senão censurar pessoas de alta inteligência que recusam entender.

Uns poucos parágrafos atrás fiz menção da moralidade. Deixe-me perguntar: Por que tantas mulheres assassinam seus próprios bebês, ou pelo menos pagam um assassino de aluguel para matar ou quase matar o filho e jogar seu corpo triturado numa lata de lixo? Por que a megera cruel mata o seu próprio filho? Poucas pessoas dão a resposta básica. Ela mata o seu filho porque rejeita a doutrina da Trindade. Os Dez Mandamentos proíbem o crime de assassinato. Mas porque alguém deveria prestar atenção aos Dez
Mandamentos? A resposta a esse por que é encontrada na introdução: “Eu sou o Senhor teu Deus”. Se essa declaração não é verdade, então o aborto, o abuso infantil, tortura, uso de drogas, roubo e tudo o mais são questões de preferência pessoal apenas. A questão básica não é o que é certo ou errado, embora essa questão tenha um status derivado. Mas a questão básica é: O que é a verdade? Por uns bons 1500 anos teólogos cristãos descreveram a natureza humana como intelectual e volitiva. Jonathan Edwards, por exemplo, escreveu “Deus dotou a alma com duas principais faculdades: a primeira, aquela pela qual somos capazes de percepção e especulação, ou pela qual discernimos e
julgamos as coisas, é chamada de entendimento. A outra, aquela pela qual a alma é de certa forma inclinada com respeito às coisas que vê e considera; a faculdade pela qual a alma contempla as coisas… quer gostando, não gostando… aprovando ou rejeitando. Essa faculdade é chamada… inclinação, vontade… mente… freqüentemente chamada coração.” Os Luteranos também, pelo menos aqueles que, como o Sínodo de Missouri, têm preservado esta doutrina, prestam pouca ou nenhuma atenção às emoções. Mesmo neste século decadente seu notável teólogo, Pieper, em seu livro Christian Dogmatics (páginas 519), bem brevemente, mas duas vezes, declara a posição Luterana que a imagem de Deus no homem consiste de intelecto e vontade. Não há menção das emoções. Essa ênfase sobre a vontade quase desapareceu totalmente do que agora se passa como pregação cristã. O Freudianismo substituiu-a com as emoções. A maioria dos esquentadores-de-banco não percebe que essa ênfase é um desenvolvimento bem moderno. Se alguém voltar aos teólogos de Westminster, a Calvino, ou mesmo Aquino, e especialmente a Agostinho, descobrirá que a natureza humana é regularmente dividida em intelecto e vontade. O ponto é importante porque a fé em Cristo não é uma emoção,
mas uma volição. Uma pessoa não sente por Cristo, mas decide-se por Cristo. A Escritura diz e Jesus mesmo disse: “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). Observe mui cuidadosamente que arrependimento é uma mudança de mente. Sua raiz é a palavra noeo, “pensar”. O substantivo nous é o intelecto. E fé, pela qual uma pessoa é justificada, é uma crença, um assentimento voluntário a uma proposição entendida. Pedindo o vosso perdão, e com uma pitada de modéstia, posso fazer a observação que a The Trinity Foundation completou a publicação do meu livro The Biblical Doctrine of Man.

Mas hoje, em contraste com o Cristianismo do passado, o emocionalismo Freudiano substituiu o intelectualismo, e a volição parece ter sido totalmente esquecida. Finney reduziu o evangelismo a uma lavagem cerebral psicológica. Um grupo evangelístico contemporâneo, mas não eclesiástico, se orgulha de poder converter quase qualquer pessoa em 20 minutos. Eles precisaram de 35 minutos na Inglaterra. Essa não era a atitude de Jonathan Edwards, de Whitefield, de Calvino, de Lutero, nem de Agostinho e Atanásio. Esses homens enfatizavam a verdade e urgiam que as pessoas cressem na verdade. Fé não é emoção. Fé é entendimento intelectual com assentimento volitivo.
Permita-me repetir e enfatizar que o Logos era cheio de graça e verdade. Ele disse, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Cristo foi santificado, e se somos também, somos santificados pela verdade.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Extraído do site www.monergismo.com

sábado, 6 de setembro de 2008

Buscai em Primeiro Lugar o Reino- Brandon Vallorani

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Extraído do site www.monergismo.com


Em Mateus 6:33, recebemos do Senhor Jesus Cristo uma missão
simples, porém profunda para a nossa vida como indivíduos:
Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, e sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Os cristãos não deveriam ficar perambulando sem objetivo no planeta Terra, pois Jesus nos disse de maneira muito clara o que deveríamos estar fazendo com as nossas vidas. Gary DeMar nos diz o porquê isso é tão importante ao declarar o seguinte,Quando Jesus nos diz para buscarmos em primeiro lugar o Seu reino e a Sua justiça (Mt. 6:33), Ele nos lembra que cada empreendimento terreno deveria ser considerado uma atividade do reino, quer na família, igreja, negócio ou política. Somos embaixadores de Deus, representando o nosso Rei em Seu reino (2Co. 5:20) Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça, e Ele nos fornecerá o restante. O problema surge quando, como acontece com inúmeros cristãos modernos, confundimos a natureza e o tempo do Reino. Como buscaremos o que não entendemos? Quando virá esse Reino? Onde está esse Reino? O que é o Reino? Nos próximos artigos tentarei dar uma análise geral do que a Bíblia realmente diz sobre o Reino. Encorajo você a deixar suas noções pré-concebidas de lado e olhar para a Escritura com uma mente nova e aberta. É minha esperança e oração que entenderemos verdadeiramente o Reino de Deus, de forma que possamos buscá-lo em primeiro lugar, como o principal objetivo do nosso viver diário. Nesse artigo considerarei o tempo do Reino.
QUANDO VIRÁ O REINO?
Os especialistas em profecia dos nossos dias alegam que o Reino é uma realidade futura, precedida por uma tribulação de sete anos e inaugurada pelo retorno físico e corporal de Cristo. Proponho que há apenas um Reino de Deus e que ele está aqui e agora. Comecemos com o Antigo Testamento para fundamentar o meu caso. No livro de Daniel, temos uma figura vívida do tempo, poder e escopo do Reino de Cristo. Daniel 2 nos fala sobre o sonho que o Rei Nabucodonosor teve da grande imagem feita de ouro, prata, bronze, ferro e barro. Daniel interpreta a imagem como representando quatro reinos que governariam sobre a Terra: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Incidentalmente, essa passagem não ensina que haverá um segundo ou “revivido” império Romano no futuro. A pedra que esmaga a imagem nos versículos 34-35 representa o Reino de Cristo. Em Dn. 2:44, Daniel declara que nos dias do quarto reino (Roma), “o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele
mesmo subsistirá para sempre”. Centenas de anos após Daniel fazer essa profecia impressionante, João o Batista aparece em cena durante o império Romano e chama o povo, dizendo: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt. 3:2). Sem dúvida, Jesus também ensinou que Seu reino estava para ser inaugurado. Em Mateus 4:17, Jesus também declara: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Em Mateus 12:28, Jesus afirma: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus”.
Quando Cristo ascendeu à mão direita do Pai, ele subiu formalmente ao trono do Seu Reino (atos 2:33-36; Hebreus 1). Desde aquele tempo, Jesus tem estado reinando sobre o seu Reino. Primeira aos Coríntios 15:25-26 declara: “Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. Jesus, nosso Rei vitorioso, está no processo de conquistar os Seus inimigos sobre a Terra.Observe o que Jesus diz sobre a expansão do Seu Reino em Mateus 13:31-33: “O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; o qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado”. O profeta Isaías declarou, “do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino…” (Isaías 9:7). Temos visto o que a Bíblia nos ensina claramente sobre o tempo do Reino. O Reino de Deus está aqui e está crescendo! No próximo artigo consideraremos a natureza do Reino.
O TEMPO DO REINO
Jesus ensina claramente que o Seu Reino foi estabelecido no primeiro século. Em Mateus 12:28, Jesus declara: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus”. A despeito desse claro ensino por toda a Bíblia, estou surpreso em quão muitos cristãos não crêem realmente nele ou tentam explicá-lo com mapas e gráficos fantasiosos. Muitos desses irmãos bem-intencionados tentam me corrigir e dizer que o Reino é uma realidade futura, possuindo exatamente 1.000 anos do começo ao fim. Eles citam Apocalipse 20:2-5 para sua posição: Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pós selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas
daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Para melhor entender essa passagem interessante devemos perceber que os eventos no livro de Apocalipse aconteceram no primeiro século. O primeiro versículo no livro de Apocalipse declara: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer…”. No versículo 3 do capítulo 1, somos informados que “o tempo está próximo”. Assim, se tomamos a Bíblia com seriedade, o princípio desse período de mil anos deve ter começado no primeiro século, quando o livro de Apocalipse foi escrito. O primeiro evento desse período é o aprisionamento de Satanás. Jesus diz em Mateus 12:29 que ele já tinha aprisionado Satanás:
Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? Somos informados em Efésios 1:20-22 que Cristo foi posto à direita de Deus nos lugares celestiais e que todas as coisas foram sujeitas a ele. Isso está descrevendo o reino de Cristo que é uma realidade presente! Então, em Efésios 2:6 lemos que estamos assentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus! Apocalipse 20:4 nos ensina que as primeiras pessoas a reinarem com Cristo são aqueles que foram martirizados, no começo do primeiro século. Ora, se o período de mil anos começou no primeiro século, então ele terminou por volta de 1.000 d.C.? Boa pergunta. Na verdade, um período de mil anos é a linguagem que a Bíblia usa para um tempo bem grande. Em Salmos 50:10 Deus nos lembra que, “meu é todo animal da selva, e o gado em mil montanhas”. Isso não significa que Deus é dono do gado apenas em exatamente mil montanhas. Antes, significa que ele possui o gado em TODAS as montanhas, que é uma quantidade bem maior. O período de mil anos descrito em Apocalipse 20 é o Reino de Cristo, que começou no primeiro século e será entregue de volta ao Seu Pai na consumação da história (1Co. 15:24).A ressurreição descrita no final desse período de mil anos não é outra senão a ressurreição associada com o retorno final e corporal de Cristo no futuro. Em 1 Coríntios 15:23 Paulo escreve: “Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda serão ressuscitados”. Uma vez mais vemos que o Reino de Cristo começou no primeiro século, é uma realidade presente e será consumado no futuro. Fiquemos encorajados com o fato de nosso Senhor estar no trono e estar colocando todos os Seus inimigos debaixo dos Seus pés!
O REINO É PROGRESSIVO, NÃO INSTANTÂNEO

Recebi vários e-mails em resposta à minha série de artigos sobre o Reino. A maioria das mensagens era positiva, mas gostaria de aproveitar a oportunidade para responder a um comentário crítico de um dos nossos leitores. Creio que isso nos ajudará a entender a natureza progressiva do Reino de Cristo. Ele escreve: O reino está aqui e agora. Por favor, diga-me em que parte do mundo você está vendo algo que chegue perto do reino estar
AQUI E AGORA.
Se ele está aqui, sugiro que precisamos de um novo rei. Vixi! Temos mais de um bilhão de católicos romanos que pensam serem eles a única igreja verdadeira, sacrificando o Senhor Jesus Cristo continuamente em seus altares todos os dias. Eles têm convencido um bilhão de pessoas que terão de passar um tempo num lugar chamado purgatório, porque o Senhor Jesus Cristo não fez o trabalho de uma forma bem completa. Temos outro bilhão de muçulmanos que crêem que Jesus não morreu na cruz e que de forma alguma é o Filho de Deus. Temos quase 2 bilhões de “ismos” no Oriente Médio e no Sudeste da Ásia, que crêem que todos eles podem se tornar “deuses” ou que todo o que fala é um “deus”. Esse é um reino estranho que você tem aqui. Fale sobre enfiar a cabeça na areia. Ainda assim, ele levantou um bom ponto. Se o Reino está aqui, então por que ainda temos problemas a serem sobrepujados? A Bíblia indica que o Reino de Cristo é progressivo nisso, seu governo e paz crescerão continuamente. Lemos em Isaías 9:6-7: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. Gostaria de lembrar meu irmão que a Reforma teve sucesso e a igreja Romana não está mais cortando cabeças ou queimando “hereges” na estaca. Além do mais, a igreja Romana também permite seus paroquianos ler a Bíblia pela primeira vez em séculos. A ciência e a tecnologia, resultado de uma cosmovisão cristã, melhoraram a qualidade e a duração da vida mais do que em qualquer época antes na história da humanidade. Os dias do Islamismo estão contados porque a cosmovisão cristã do Ocidente é superior. O Evangelho está se espalhando como fogo selvagem na África e Ásia. Compare o mundo de 1.000 d.C. com o
mundo de 2007 d.C. Há mais cristãos e mais oportunidades de espalhar o Evangelho do que jamais imaginamos. Veja, o progresso está sendo feito, mas leva tempo e devemos ser fiéis!
Deus nos deu uma bela figura da natureza progressiva do Seu Reino no relato de Israel no Antigo Testamento e como eles adquiriram a Terra de Canaã. Em Números 13, lemos como Deus disse a Moisés para enviar 12 espias (um de cada tribo) para verificar a Terra Prometida. Eles retornaram após quarenta dias para dar o relato. Com a exceção de Josué e Calebe, os
espias pessimistas e de mente pequena voltaram amedrontados. E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos. (Números 13:32-33) Josué e Calebe creram nas promessas de Deus e depois conduziram Israel para a Terra Prometida. Após anos de luta contra inimigo após inimigo, Deus guardou todas as suas promessas a Israel e deu-lhes a terra (Josué 21:43- 45). O relato histórico de Israel batalhando para adquirir a Terra Prometida retrata a batalha da Igreja para avançar o Reino de Cristo. Deus não purificou instantaneamente a terra para os israelitas, assim como não purificou toda a Terra para nós. Antes, ele instrui Seu povo a confiar em Seu poder, arregaçar as suas mangas e trabalhar para cumprir a Grande Comissão! Além disso, há uma bênção maior em participar na obra de Deus, ao invés de tomar a abordagem fatalista de esperar Deus fazer toda a obra, enquanto sentamos de braços cruzados! É requerido que a Igreja, como Israel, obedeça à Lei para ter sucesso. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. (Josué 1:7-8) Deus sempre estará com a Sua Igreja, assim como esteve com Josué e os israelitas. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas,nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares. (Josué 1:9) e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mt. 28:20) Deus deu a Terra à Sua Igreja, assim como deu a terra a Israel. Precisamos simplesmente obedecer e tomá-la! Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, o servo do SENHOR, dizendo: O SENHOR vosso Deus vos dá descanso, e vos dá esta terra. (Josué 1:13) Da mesma forma, podemos também confiar que Deus cumprirá Suas promessas à Igreja. Recebemos a promessa que todas as nações adorarão ao Senhor e o Seu reino encherá toda a Terra (Daniel 2:44). Cremos nessas promessas e cremos que Deus estará conosco para cumpri-las. A vida cristã não é excitante? Deus deu às nossas famílias um propósito real e um trabalho muito importante de reivindicar este mundo para a Sua Glória. À medida que obedecermos, veremos a santificação progressiva de homens e nações. Esse é o motivo de estarmos aqui, após 2.000 anos de história da Igreja!
CRISTO GOVERNA SEU REINO DESDE UM TRONO CELESTIAL

Em Mateus 24:30, Jesus declara: Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. A maioria dos cristãos crê que isso se refere à Segunda Vinda de Cristo.
Mas é verdade? Jesus está na verdade citando Daniel 7:13-14, onde lemos: Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. Claramente, essa passagem ensina que Jesus está subindo nas nuvens do céu e não descendo à Terra. Ele está indo para Deus o Pai, que lhe dará um Reino eterno. É verdade que Cristo retornará à Terra um dia (1Ts. 4:16) e derrotará seu último inimigo, que é a morte (1 Coríntios 15:25-26). Mas Mateus 24:30 está falando de algo totalmente diferente – algo que já aconteceu. Eu creio nisso porque Jesus nos diz em Mateus 24:34 que, “não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”. “Todas estas coisas” incluem a destruição de Jerusalém e do Templo, assim como a inauguração do Reino de Cristo em 70 d.C. Agora sejamos honestos com a Escritura e com nós mesmos. Uma “geração” não significa alguma geração distante no futuro. Jesus quer dizer a geração à qual ele estava falando! Esse foi um importante evento profético com implicações incríveis para a fé cristã, pois Jesus estava destruindo o templo e o seu sistema de sacrifício. Ele é o sacrifício completo e final para os nossos pecados. Uma vez que o templo foi destruído, o Reino de Deus foi plenamente inaugurado. Tenho encontrado alguns cristãos que crêem que Jesus não pode ser nosso Rei ou estar sobre o trono, pois ele deve assentar-se num trono físico e governar a partir de Israel. Não demovamos Cristo do Seu trono celestial para um trono terreno. Ele governa atualmente sobre céu E terra. Uma das passagens mais claras na Bíblia pra provar esse ponto é encontrada no sermão de Pedro em Jerusalém, no dia de Pentecostes, registrado em Atos 2:29-36: Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

O fato que Jesus é o nosso Rei e que o Seu Reino tem sido estabelecido é inescapável. Adoremos ao nosso Rei e sejamos súditos fiéis em Seu reino. Parte de ser fiel, sem dúvida, é reconhecer Sua autoridade e reinado, e crer que o Seu governo está crescendo. “O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto” (Isaías 9:7).

O APRISIONAMENTO DE SATANÁS

Uma das minhas cenas favoritas no filme de Mel Gibson (A Paixão de Cristo) é Jesus esmagando a cabeça daquela antiga serpente chamada Satanás. A morte e ressurreição de Cristo cumprem a promessa de Gênesis 3:15, de que um dia Ele esmagaria a cabeça do Diabo. À medida que continuamos nosso estudo da natureza do Reino de Cristo, é natural que deveríamos olhar mais detidamente no status e papel de Satanás. Em 1 João 3:8, o apóstolo João escreve: …para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer [destruir] as obras do diabo. A despeito do claro ensino desse versículo e outros na Bíblia, muitos cristãos mantém uma visão distorcida de Cristo e de Satanás. De certo modo eles adquiriram a idéia que Cristo e Satanás são realmente co-iguais, batalhando ao longo das eras pelo controle do planeta Terra. Mas de forma alguma isso é o que a Bíblia diz. Jesus fala em Mateus 12:29 que ele tinha aprisionado Satanás: Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? Quem vence a luta aqui? Cristo! Não somente ele vence o combate e aprisiona Satanás, mas saqueia a sua casa! João escreve em Apocalipse 20:2 que o aprisionamento de Satanás é parte da inauguração do Reino de Cristo: Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pós selo sobre ele, para que não mais engane as
nações, até que os mil anos se acabem. Em Romanos 16:20, o apóstolo Paulo nos diz que Deus “esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés”. Essa promessa foi cumprida durante
os 40 anos entre a ascensão de Cristo e a destruição do sistema do Antigo Pacto, o Templo e a cidade de Jerusalém em 70. d.C. Em seu comentário sobre Apocalipse, Days of Vengeance, David Chilton escreve: é geralmente sugerido tanto por autores pósmilenistas como amilenistas que o aprisionamento de Satanás, para que não mais engane as nações, refere-se à sua incapacidade de impedir que a mensagem do Evangelho alcance sucesso. E, até onde vai, essa interpretação certamente tem garantia bíblica: Antes da vinda de Cristo, Satanás controlava as nações; mas agora sua ação mortífera tem sido destruída pelo Evangelho, à medida que as boas novas do Reino se espalham pelo mundo.3 4 Nesse ponto uma pergunta comum surge: “Mas se Satanás está aprisionado, por que ainda existe mal no mundo?”. Boa pergunta! Assim como nossa mãe Eva no Jardim do Éden, somos muito rápidos em acusar Satanás pelo nosso pecado. “O Diabo me fez fazer isso” é uma escusa popular. Mas a Bíblia nos diz que o coração dos homens é “enganoso e perverso acima de todas as coisas” (Jr. 17:9). Há abundância de mal no coração do homem suficiente para infectar o planeta Terra. Sem dúvida Satanás e os seus demônios ainda têm certo poder. David Chilton escreve: Que Satanás tinha sido aprisionado não significa que toda a sua atividade cessou. O Novo Testamento nos diz especificamente que os demônios foram desarmados e presos (Cl. 2:15; 2Pe. 2:4; Judas 6) – todavia, eles ainda estão em atividade. A atividade deles foi apenas restringida. E, à medida que o Evangelho progride por todo o mundo, a atividades deles se tornará ainda mais limitada. Satanás é incapaz de impedir a vitória do Reino de Cristo. 5 Naturalmente, o aprisionamento de Satanás e o progresso do Reino de Cristo andam de mãos dadas. Observe o que Jesus diz sobre a expansão do Seu reino em Mateus 13:31-33: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; o qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse:O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. Como o fermento na massa, o Cristianismo é penetrante e impossível de ser parado. Satanás não pode mais enganar as nações. Ele foi derrotado e continua a perder poder. Cristo é o nosso Rei vitorioso e as portas do inferno não prevalecerão contra a Sua igreja, à medida que ela avança ao longo das eras (Mt. 16:18).

Irmãos em Cristo Jesus.

Irmãos em Cristo Jesus.
Mt 5:14 "Vós sois a luz do mundo"