Vamos dar atenção a algumas razões básicas para se fazer um depósito interior das Escrituras em nosso coração e mente.Em primeiro lugar, devemos memorizar as Escrituras porque Deus nos ordena a fazê-lo. Deus falou ao seu povo no Monte Sinai, do meio do fogo, e o povo respondeu, dizendo: "Eis aqui o Senhor, nosso Deus, nos fez ver a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo; hoje, vimos que Deus fala com o homem, e este permanece vivo" (Dt 5.24).
O povo percebeu que o grande e glorioso Deus se expressa em palavras que podem ser compreendidas. Logo depois, Deus disse: "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração" (Dt 6:6). Deus explicou ainda que deveriam dedicar o esforço necessário para colocar suas palavras no coração deles: "Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos" (Dt 11.18). Deus especificamente nos ordena a memorizar sua Palavra para que esta esteja no nosso coração. Esta é sua vontade e seu plano para nós. Não podemos escapar disso. Não ousamos dizer-lhe: "Não tenho tempo", ou "Não consigo memorizar".
A segunda razão por que devemos memorizar as Escrituras, é que simplesmente não podemos realmente "viver" sem isto. Em Deuteronômio 8, lemos como Deus trata com seu povo, como o disciplina, como o humilha e o exalta, a fim de que soubesse "que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem" (Dt 8.3). De fato, podemos existir sem a sua palavra, mas não podemos "viver" sem ela.
Por Que Memorizar?
Já que temos a Palavra de Deus convenientemente impressa num livro que podemos carregar conosco para onde quer que formos, por que é necessário gastar todo o esforço que faz parte da memorização? De fato, lembro-me de como um pregador conhecido, certa vez, anunciou diante de uma grande audiência que não tinha costume de memorizar as Escrituras. Justificou-o, fazendo comparação ao horário de partida de uma passagem de trem. "Por que hei de memorizar o horário do trem, quando tenho a passagem no meu bolso?", ele perguntou, cheio de razão.
Entretanto, não está escrito: "Escondi o horário do trem no meu coração, para eu não pecar contra ti"! O horário do trem pode ser necessário para nós durante cinco minutos ou mais durante a semana, mas a palavra do Deus vivo é urgentemente necessária durante 10.080 minutos por semana, e se a tivermos no coração e na mente, nos estará acessível instantaneamente e a todo tempo. Sim, de fato, leia a Palavra de Deus diariamente, medite nela diariamente, e seu espírito será exposto diariamente ao coração e à mente de Deus.
Ainda mais proveito será adquirido quando se pesquisa e estuda as Escrituras seguindo algum método sistemático. Martinho Lutero comparava o estudo da Bíblia a apanhar maçãs. Primeiro sacode-se a árvore inteira – ou seja, leia a Bíblia de capa a capa, como se lê qualquer outro livro. Depois sacode-se cada galho individualmente, estudando livro por livro. Em seguida, sacode-se os ramos menores, dando atenção a cada capítulo. Finalmente, sacode-se cada broto dos galhos, estudando cuidadosamente os parágrafos e frases, e há de ser grandemente recompensado aquele que olhar embaixo de cada folha, buscando o significado de cada palavra.
Ao estudar a Palavra, não estamos buscando eloqüência, e sim a verdade; não queremos argumentos sagazes, porém a vida; e acima de tudo, ansiamos encontrar a Pessoa de Cristo nas páginas sagradas. E a maneira mais eficaz de assimilar a Palavra de Deus é pela memorização. Assim, não será um acontecimento passageiro, como um visita que passa uma hora e já vai embora para seguir seu caminho; pelo contrário, a Palavra de Deus é convidada a permanecer em nós, a se estabelecer em nós, a fazer sua morada na nossa alma interior e a habitar nos recessos mais profundos do nosso ser.
A Justificativa
Por que eu deveria memorizar a Escritura?
Há alguns anos, uma pessoa com cargo elevado numa denominação cristã escreveu-me uma carta sobre o assunto de memorização das Escrituras. Disse que muitos dos seus membros estavam sugerindo que se estimulasse mais a memorização das Escrituras, mas que ainda não tinham nem ao menos uma justificativa de motivos elaborada para isto. Perguntou se eu tinha tal justificativa e se podia passar-lhe um fundamento para memorização, do ponto de vista bíblico, educativo, e psicológico. Fiquei bastante chocado e entristecido por ver que um líder tão proeminente de um grupo tão grande de cristãos nem soubesse dizer qual o valor ou as razões básicas por que se deve memorizar as Escrituras. Mas desde então, tenho constatado que tal situação não era um caso isolado, mas é bem mais geral do que gostaríamos de imaginar. Orei, e ponderei bastante sobre a melhor maneira de responder a este homem, e depois de alguns dias escrevi-lhe mais ou menos assim: "Com o risco de ser um tanto simplista, posso lhe dizer que de fato temos uma justificativa para a memorização das Escrituras, e que a mesma foi estabelecida pelo próprio Deus há muito, muito tempo. É a seguinte: 1) A tua palavra – este é o ponto de vista bíblico. É a Palavra de Deus, infalível e eterna, com que estamos lidando. 2) Escondi no meu coração – esta é a parte educativa ou disciplinar da questão. Exige-se um esforço verdadeiro para guardar a Palavra de Deus na mente e no coração, mas é extremamente proveitoso. 3) Para eu não pecar contra ti (Sl 119.11) – aí está o aspecto psicológico ou espiritual da questão."
Concluí a carta dizendo: "Tua palavra – é a melhor possessão; escondi no meu coração - este é o melhor lugar; para eu não pecar contra ti – este é o melhor propósito."
Memorizamos as Escrituras porque são as palavras vivas de Deus. Desejamos ter suas palavras nas nossas mentes, a fim de saber em cada encruzilhada da nossa vida qual a sua vontade para nós. Uma razão por que as pessoas não levam a Palavra de Deus muito a sério é que questionam a veracidade de Deus, como o fez Satanás primeiro em Gênesis 3.1: "É assim que Deus disse?". A Bíblia é um livro milagroso! Veio sobrenaturalmente através de revelação divina (1 Co 2.10). Deus moveu sobre certos homens chamados apóstolos e profetas de um modo especial, e mostrou-lhes sua vontade e palavras. Escreveram estas palavras "...não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito" (1 Co 2.13).
Paulo nega a idéia de que os homens tenham colocado os pensamentos de Deus nas suas próprias palavras, ou em palavras sugeridas por conhecimento humano. E Pedro o confirma quando diz: "Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21). A Bíblia veio para nós da parte de Deus. A Bíblia é superior a todos os demais escritos. Sua excelência é infinitamente superior, assim como "os céus são mais altos do que a terra" (Is 55.9). Os próprios autores inspirados se maravilhavam da sua incalculável grandeza. "Quão grandes, Senhor, são as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!" (Sl 92.5). "Como telescópio, a Bíblia alcança além das estrelas, e penetra as alturas do céu e as profundidades do inferno. Como microscópio, revela os detalhes mais minuciosos do plano e propósito de Deus, como também os segredos escondidos do coração humano" (L. S. Chafer).
Portanto, a Palavra age com eficácia quando é recebida e apropriada pessoalmente como aquilo que é: a verdadeira Palavra de Deus ( 1 Ts 2.13). Um famoso cirurgião e também defensor infatigável da Bíblia como a Palavra infalível de Deus, Dr. Howard Kelly, descreveu a realidade prática do seu ponto de vista da seguinte forma: "A Bíblia tem um atrativo especial para mim, como médico, pois é um remédio sobremodo excelente; nunca deixou de curar um paciente sequer, desde que fosse tomado fielmente de acordo com a sua receita. No campo de tratamento espiritual é precisamente aquilo que tanto gostaríamos de encontrar para nossos males físicos: um remédio universal."
A Palavra de Deus é Indispensável
Deus quer que reconheçamos que sua Palavra não só é importante, mas também totalmente indispensável em cada área da nossa vida (Dt 8.3).
Deus pretende que o crente viva pela Palavra diariamente e a cada momento. Sua vida interior deve ser sustentada por ela; suas atividades guiadas por ela. Em cada circunstância a palavra vivificadora de Deus deve ser seu conforto e consolação. Carregado de tristeza por causa das suas perdas e desilusões com os amigos, Jó encontrou consolo e sustento na Palavra de Deus, a respeito da qual ele disse: "As palavras da sua boca prezei mais do que o meu alimento" (Jó 23.12). A Palavra de Deus é essencial para nos guardar do fracasso (Js 1.8). A revelação de Deus não deve ser apenas tratada com alta estima, mas deve estar continuamente no nosso coração e nos nossos lábios, durante todo o dia e durante as horas da noite também. O homem cujo "prazer está na lei do Senhor", de tal forma que medita nela "de dia e de noite", será como "árvore plantada junto a corrente de águas", crescendo e florescendo, e "tudo quanto ele faz será bem sucedido" (Sl 1.2,3).
"Os homens nunca são realmente habilidosos", dizia Calvino, "exceto na medida em que se permitem ser governados pela Palavra de Deus."
A Palavra de Deus é essencial para nos guardar do erro (Mt 22.29). Os saduceus erravam, Cristo dizia, por duas razões: 1) Não conheciam as Escrituras; 2) Subestimavam seriamente o poder de Deus. Sabiam argumentar e filosofar brilhantemente a respeito das questões da vida no céu, mas estavam errados porque não percebiam o significado das Escrituras do Velho Testamento. A Palavra de Deus é essencial para nos guardar do pecado (Sl 119.11). A palavra que ilumina deve ser entesourada no nosso coração a fim de ser uma fonte de poder e vida no interior. Em outro lugar o salmista disse: "No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão" (Sl 37.31). Todo dia precisamos deixar a Palavra de Deus sondar os recessos mais profundos do nosso ser, a fim de descobrir o mal escondido lá dentro, de encontrar cada falha, e de restringir cada tendência de praticar o mal. "Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa" (Sl 19.11). A Palavra de Deus constantemente na mente e no coração é a proteção mais eficaz que existe, tanto para nossas motivações como para nossas ações.
A Palavra de Deus é essencial para nos guardar de crescimento mirrado ou raquítico (1 Pe 2.2). Onde não houver um coração que anseia pelo leite divino, logo virá declínio espiritual, o que resulta em crescimento espiritual raquítico. A Palavra, como leite, é alimento nutritivo, e é gostoso ao paladar; por ela crescemos, e provamos a graciosidade de Deus. Vivemos numa época em que Bíblias são acessíveis por todas as partes, e ao mesmo tempo, há por toda a terra, como Amós profetizou, "fome... não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor" (Amós 8.11). O homem parece não ouvir a bendita Palavra de Deus dirigindo-se às profundezas da sua vida; antes, vai seguindo seu próprio caminho, irrequieto, vagando de mar a mar, almejando algo novo, uma nova sensação, sem ouvidos para a voz do céu. Como é extremamente necessário para o homem aceitar a autoridade da lei de Deus, e submeter-se ao domínio soberano do Espírito Santo na sua vida!
Este é o convite e a súplica de Deus naquela chamada dramática do profeta Jeremias: "Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!" (Jr 22.29).
Extraído de http://www.revistaimpacto.com.br/arauto/ler_mat.php?idmat=45
Para a Edificação do Corpo de Cristo!! Mateus 5:9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos maduros de Deus.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Su Alabanza Estará de Continuo en mi Boca - J N Darby
(Filipenses 4)
En el tercer capítulo de la epístola a los Filipenses vemos la energía espiritual que impulsa al santo en su carrera hacia Cristo en la gloria.
Este capítulo trata principalmente sobre el poder que confiere al santo una completa superioridad sobre todas las circunstancias por las que haya de pasar, pero no haciéndolo insensible a sus aflicciones, sino capaz de "regocijarse en el Señor siempre".
Nada es más instructivo y humillante a este respecto que la vida del apóstol Pablo, quien, tras verse privado del ministerio que tanto amaba, quedó recluido en una cárcel de Roma, a pesar de haber trabajado "más que todos ellos" (1.ª Corintios 15:10). Y lo que encuentra al cabo de los gloriosos resultados producidos por su ministerio, es esto: "Me abandonaron todos los que están en Asia", y también: "Todos buscan lo suyo propio, no lo que es de Cristo Jesús" (2.ª Timoteo 1:15; Filipenses 2:21). No obstante eso, podía decir: "Regocijaos en el Señor siempre. Otra vez digo: ¡Regocijaos!" (Filipenses 4:4).
Seguramente que en el camino vamos a encontrar muchas dificultades y luchas, pues Satanás aún no está atado. Cuanto más avancemos, tanto más oposición encontraremos: pesares en la Iglesia y, en lo individual, los santos que marchan mal. Todas estas cosas desanimarán nuestro corazón, pero debemos asirnos del poder que eleva el corazón por encima de todo; echar mano de la comunión y la fe que enlazan el corazón a Cristo y que andan con él. Sí, poder para servir también a otros, venga lo que viniere.
Cristo —"el Varón de dolores" (Isaías 53:3)— fue el ejemplo de esto que decimos. ¿Quién estuvo tan dispuesto a servir como él? Escuchémosle: "Yo tengo una comida que comer, que vosotros no sabéis" (Juan 4:32). Incluso Marta, a quien amaba, trató de apartar a María de Sus pies, donde ésta oía su Palabra (Lucas 10:40-42). Sus discípulos procuraron hacerle a un lado cuando Él les habló de Su muerte. Todos manifestaron mal entendimiento sobre lo que había venido a hacer: a "dar su vida en rescate por muchos" (Mateo 20:28). Sin embargo, en medio de todo eso, Jesús pudo rogar que sus discípulos tuviesen Su gozo cumplido en sí mismos (Juan 17:13).
Si realmente tenemos este gozo de Cristo, podemos decir: "Todo lo soporto por amor de los escogidos" (2.ª Timoteo 2:10) debido a que estamos en espíritu con él, y él con nosotros en todo. Y él lo soportó todo "por el gozo puesto delante de él", sufriendo hasta la cruz.
No se trata de la mera alegría de un corazón que ignora el poder del mal y la oposición de Satanás. Muchos experimentan este gozo efímero, que no va más allá de la superficie de las cosas. Pero el verdadero poder consiste en discernir la profundidad del mal y la oposición del enemigo, y en aprender a conocer y a confiar en el poder del Señor, como un poder que está por encima de todo.
Lo que actualmente opera es «el poder del bien —de Dios mismo— en medio del mal»; y este poder es superior al mal, en medio del cual obra. Es cierto que la corriente del mal crece vigorosamente, y que, si no es contenida, arrasará con todo hasta desembocar en el océano del juicio, a menos que el Señor intervenga, como lo hace en bondad y misericordia, o en juicio y castigo.
Mas el carácter del mundo, hasta que Satanás sea atado, es éste: que él es su dios y príncipe; y, en medio de un mundo del que Satanás es príncipe, el poder de Cristo está presente y es sobre todo.
Si mi alma vive en el centro mismo de este poder, sentirá la presión del mal, pero no se deprimirá: "En nada intimidados por los que se oponen" (Filipenses 1:28). Las provisiones de poder para la vida práctica de cada día dependen de que el corazón esté con Aquel que lo ha vencido todo, que tiene toda potestad en el cielo y en la tierra (Mateo 28:18). Así pues, en Cristo conocemos el verdadero y seguro lugar de reposo que nada puede perturbar. Es verdad que tenemos que seguir trabajando, como está escrito: "Esforcémonos pues para entrar en aquel descanso" (Hebreos 4:11, VM). Pero si el corazón está ocupado con Aquel que está en tal reposo, entonces cuenta con un poder que está fuera del alcance de todo.
La primera característica de este poder, cuando se alza la marea del mal, es la paciencia. El hecho de "perseverar hasta el fin" ¡es más excelente que un milagro! Aprendemos así la gracia y el poder que guardan el corazón libre para pensar en lo que Cristo ha hecho en otros; para estar ocupado en toda la Iglesia, y aun para pensar en todas las condiciones sociales, como la de un esclavo en relación con su amo (Filemón).
Los afectos de Pablo por todo "compañero de yugo" (Filipenses 4:3, VM) eran vivos, como si no lo hubiesen "desamparado" todos; y aun cuando todos buscaban "lo suyo propio" (Filipenses 2:21), ello no impedía en absoluto que el corazón del apóstol incluyera a todos.
¿Están nuestros corazones ocupados con Cristo lo suficiente para pensar así de un hermano? ¡El corazón de Pablo vivía de tal modo con Cristo —consciente de lo que significa ser Suyo— que cuando pensaba en algún hermano, lo hacía como en uno cuyo nombre se hallaba escrito "en el libro de la vida"! En otra parte dice: "Estoy perplejo en cuanto a vosotros" (Gálatas 4:20); pero, en el capítulo siguiente, agrega: "Yo confío respecto de vosotros en el Señor" (Gálatas 5:10).
"Bienaventurado el hombre... en cuyo corazón están tus caminos" (Salmo 84:5). Para el salmista, el secreto de todo consistía en hacer una "fuente" de las tristezas. "Atravesando el valle de lágrimas", lo cambia en "fuente". La bendición de lo alto, donde está Cristo, llena los estanques (v. 6).
La historia del apóstol es muy importante a este respecto. Estando en prisión, encadenado entre dos soldados, mas, naturalmente, confiado más que nunca en el Señor (quien nunca le privó de Su gracia), Pablo, venga lo que viniere, aprendió a "regocijarse", no en la prosperidad de su obra, ni en la de la Iglesia, ni en la de los santos, sino a regocijarse "en el Señor siempre" (Filipenses 4:4).
¡Qué santo, profundo y verdadero sentimiento según Cristo se experimenta en estas pruebas! Como dice el salmista: "Bendeciré a Jehová en todo tiempo; SU ALABANZA ESTARÁ DE CONTINUO EN MI BOCA" (Salmo 34:1). ¿Cómo se logra esto? "Este pobre clamó, y le oyó Jehová" (Salmo 34:6). Jehová era su pastor, por lo que podía decir: "Nada me faltará." No dijo: «Tengo delicados pastos», sino: "Nada me faltará", porque Jehová era su pastor. "Confortará mi alma; me guiará por sendas de justicia por amor de su nombre." Aderezó "mesa delante de mí, en presencia de mis angustiadores". Ungió "mi cabeza con aceite; mi copa está rebosando. Ciertamente el bien y la misericordia me seguirán todos los días de mi vida, y en lacasa de Jehová moraré por largos días" (Salmo 23).
Pablo, delante del rey Agripa, dijo: "¡Quisiera Dios que por poco o por mucho, no solamente tú, sino también todos los que hoy me oyen, fueseis hechos tales cual yo, excepto estas cadenas!" (Hechos 26:29). No dijo: «Quisiera que todos fueseis cristianos», sino: "Tales cual yo." ¡He ahí un hombre feliz, tan consciente de la bienaventuranza que tenía en Cristo, tan lleno del amor de Cristo, que podía desear que todos fuesen como él! La plena y entrañable felicidad de su corazón era tal que las pruebas —pruebas aun en la Iglesia, las cuales eran mucho más profundas y tangibles— no hacían más que conducirlo a Cristo.
¿Estamos tan conscientes de esta bienaventuranza en Cristo como para decir a otros: «Quisiera que fueseis tales cual yo»? ¿Acaso solamente un apóstol podía decir esto? De ninguna manera; todo cristiano, joven o viejo, es llamado a hacerlo. La única diferencia es que un cristiano joven se goza más en sí mismo y en sus bendiciones; tiene un bienaventurado consuelo en sí mismo. Mientras que los padres se gozan más simplemente en Cristo. Ellos han aprendido a conocer a Cristo; tienen una relación personal con el Señor Jesucristo y se gozan en la intimidad con él. Los jóvenes se gozan en sus primeros sentimientos cargados de emoción. Es bueno y cierto lo que Dios nos ha dado; pero en nuestra marcha a través del mundo encontraremos que efectivamente no hay nada en qué gozarnos fuera de Cristo.
El poder para hacer de esto una realidad estriba precisamente en buscar la cercanía a Cristo; de modo que cuando el mal brote y el poder de Satanás esté en acción, el corazón esté en comunión con Él en el poder de su resurrección, quien destruyó "al que tenía el imperio de la muerte" (Hebreos 2:14); en comunión con Aquel cuyo brazo santo y poderoso le dio la victoria. Jesús dijo: "Confiad, yo he vencido al mundo" (Juan 16:33). Él nos inicia en la marcha con este testimonio, habiéndose ido Él mismo a un lugar donde el mal no tiene cabida; y ahí conocemos a Cristo, la fuente inagotable de bendición, y ahí también nos gozamos en él. Él no nos sacó de este mundo gobernado por el poder de Satanás, sino que nos guarda del mal, por cuanto no somos del mundo, como él no es del mundo.
Los santos, cuando corren la carrera, deben mirar a Jesús, quien comenzó y terminó toda la carrera de la fe, desbaratando el poder de Satanás tanto al principio como al fin. "Tentado en todo según nuestra semejanza, pero sin pecado" (Hebreos 4:15). Cristo destruyó por medio de la muerte al que tenía el imperio de la muerte, esto es, al diablo, y se sentó a la diestra de la Majestad en las alturas —lo que representa la victoria ganada— (Hebreos 2:14; 1:3).
Nosotros, hoy, debemos gozarnos en Cristo en lo más alto de los cielos e independientemente de las circunstancias por las que estemos pasando. Éstas no deben cautivar nuestra atención. No quitemos nuestra mirada del Señor para dirigirla a las circunstancias presentes, sino ¡regocijémonos! No en nosotros mismos —de ninguna manera—, sino ¡en Cristo siempre!
Pero, para hacer esto realidad, Ud. debe estar con Él en espíritu, porque solamente Cristo está absolutamente fuera del mal y es el centro y la fuente del bien. Y lo que debiera verse aquí abajo en Ud. es su "gentileza" o, para expresar mejor el sentido del original, su «facilidad en ceder o en condescender» (Filipenses 4:5). Aclararé el significado del término. Supóngase que soy feliz en Cristo, ¿deberé entonces estar reclamando mis derechos en este mundo? ¡Cristo no tuvo ningunos derechos aquí! ¡Oh, no! mi tesoro está en otro lugar. Estamos como saliendo del mundo —prestos a partir—; debemos, pues, en lo que respecta a nuestros derechos, aguardar hasta que Cristo obtenga los suyos. ¡Ojalá que nuestros corazones sean destetados de las cosas de aquí abajo y que pasemos por este mundo como hijos destetados! Cristo pasó por este mundo dejando que todas las cosas sigan su propio curso. En presencia de la injusticia, el espíritu tiene tendencia a elevarse en son de protesta; pero lo que debemos cultivar es la sumisión que cede, que condesciende. Los samaritanos no quisieron recibir al Señor, y él entonces se dirige a otra aldea. ¡Oh, qué lección tenemos aquí! Fue así porque "había afirmado su rostro para ir a Jerusalén" (Lucas 9:51). Los tibios no quisieron recibirlo porque él hacía precisamente lo que marcaba su devoción al Padre; ¡y lo mismo ocurrirá con Ud.! Los religiosos, los tibios, ¡no lo van a querer si Ud. afirma su rostro para andar con rectitud!
"¡El Señor está cerca!" (Filipenses 4:5). Él nos enseñó que debemos esperarle, que debemos ser siempre "semejantes a hombres que aguardan a que su Señor regrese" (Lucas 12:36).
"Por nada estéis afanosos, sino sean conocidas vuestras peticiones delante de Dios, en toda oración y ruego, con acción de gracias" (Filipenses 4:6). La paz de Dios es mejor que todos nuestros afanes. Bien es cierto que tenemos ansiedades y aflicciones, y tendríamos más si viviésemos más como siervos en medio de las penas de este mundo. No indiferentes, pues Cristo jamás lo fue. Pero hay un alejamiento de Cristo en mi corazón, una tendencia a inquietarme aun en el cuidado por los demás. Pero yo debo ir y decírselo a Dios; ello entonces me eleva tan por encima de las preocupaciones que puedo regocijarme en él.
¿Qué es lo que Dios da al corazón que ha echado toda su ansiedad sobre él? ¿Acaso una simple respuesta? No (aunque sabemos que él contesta), sino ¡su paz! ¿Está el corazón de Dios resignado a las circunstancias? ¿Está turbado por ellas? ¿Está sacudido su trono por la insensatez y la maldad del mundo o aun por los fracasos de los santos? ¡Jamás! ¡Echemos, pues, todas nuestras ansiedades sobre Dios, y él pondrá su paz en nuestro corazón, la inefable paz de Dios! Aquel que conoce el fin desde el principio, en cuya paz vive y se mueve, guardará nuestros corazones y nuestros pensamientos en Cristo Jesús (Filipenses 4:7). Aquí no hay indiferencia ni negligencia ni frialdad, sino "ruegos", súplicas fervientes, y todo "con acción de gracias".
Un hombre cuyo corazón está lleno de acción de gracias, y que cuenta con Dios, acude a él en toda oración y ruego, y una vez que ha dejado todo en manos de Dios, el alma siente Su mano en las dificultades y penas, y puede decir: «Es asunto Suyo, no mío.» Éste es un hombre feliz, el que camina por este mundo en esa bendita comunión con Cristo en el poder del Espíritu de Dios para su gozo interior y para afrontar las circunstancias exteriores, y sus afectos no encuentran obstáculos para llegar a todos sus hermanos.
"Por lo demás, hermanos, todo lo que es verdadero, todo lo honesto, todo lo justo, todo lo puro, todo lo amable, todo lo que es de buen nombre; si hay virtud alguna, si algo digno de alabanza, en esto pensad" (Filipenses 4:8). Se trata de tener corazones que estén libres para poder encontrar lo bueno en la gente. Jesús podía encontrar la más minúscula pizca de gracia en una pobre alma. Su corazón siempre estaba dispuesto a disfrutar de ello. "Yo tengo una comida que comer, que vosotros no
sabéis." "María ha escogido la buena parte." "He aquí un verdadero israelita, en quien no hay engaño" (Juan 4:32; Lucas 10:42; Juan 1:47). Siempre se tiene esta percepción cuando el corazón se guarda libre para gozar del fruto del Espíritu en otros, mientras está ocupado con lo bueno.
No se puede tocar el alquitrán sin ensuciarse, y, en estos días, hay mucho alquitrán. Al pensar con el mundo, y al hablar como el mundo, el corazón se tiñe del matiz mundano. ¡Esto no es Cristo! El corazón, puesto en libertad, vive en lo que complace el corazón de Cristo. ¡Oh, esto marca toda la diferencia! Es cuestión de vivir en el ambiente donde mora el corazón de Cristo, en vez de ser arrastrado tras miles de otras cosas.
"Lo que aprendisteis y recibisteis y oísteis y visteis en mí, esto haced; y el Dios de paz estará con vosotros" (Filipenses 4:9). No sólo Su paz estará con nosotros —tal como en el v. 7—, sino Él mismo. ¡Qué bendición se halla en ese título que Dios se asigna tantas veces a sí mismo! Él nunca se llama «el Dios de gozo». El gozo es algo que sube y baja, y que puede ser perturbado. Puede haber motivos de gozo, pero las dificultades pueden impedir que el corazón se goce. La paz es algo que nada puede perturbar. Es serena como el trono de Dios.
"Y el Dios de paz sea con todos vosotros. Amén" (Romanos 15:33).
"Y el Dios de paz aplastará en breve a Satanás bajo vuestros pies" (Romanos 16:20).
"Y el Dios de paz estará con vosotros" (Filipenses 4:9).
"Y el mismo Dios de paz os santifique por completo" (1.ª Tesalonicenses 5:23).
"Y el Dios de paz... os haga aptos" (Hebreos 13:20).
La paz es el resultado de una obra completa y perfecta. Cristo hizo la paz "mediante la sangre de su cruz (Colosenses 1:20). Y ¿por qué? Porque pasó por todo lo que era contrario a Dios: sufrió la ira de Dios —justamente lo contrario a la paz—; y al momento que resucitó, puesto en medio, dijo a sus discípulos: "¡Paz!". Y Dios ahora se manifiesta a nosotros mediante este bendito y maravilloso título: "El Dios de paz."
¿Posee su corazón esta paz? Si Dios es por nosotros, con todos los atributos que posee, ¿puede algo perturbar esta paz? Yo puedo decir delante de Dios: «Estoy en luz, como Dios está en luz, porque la sangre de Jesucristo su Hijo me limpia de todo pecado.» Puedo tener conflicto con el yo, con el mundo y con Satanás; pero Dios me introduce en esa paz que nada puede perturbar. Su paz fluye como río.
Para poder regocijarse en el Señor siempre, es necesaria la fe. Los pies han de caminar por donde Dios quiere que caminen, no simplemente evitando el mal, sino andando por donde Él nos indique en todos los detalles de la vida: en nuestros hábitos, vestimenta, conversaciones, relaciones personales, etc. Nada pone mejor a prueba el estado de nuestra alma que los hábitos cotidianos.
"Todo lo puedo en Cristo que me fortalece" (Filipenses 4:13). No es lo mismo decir: «Cristo me fortalece» que decir: "Todo lo puedo." Pablo había aprendido esto. Fue algo bendito y maravilloso hallar que Cristo era suficiente para él. El apóstol había aprendido a "vivir humildemente" y a "tener abundancia" (y esto último es lo más difícil, pues la abundancia tiene la tendencia a alejar el corazón del Señor; y el Señor guardó a Pablo en ambos aspectos). Si tenía necesidad, él tenía a Cristo; si teníaabundancia, también tenía a Cristo. No se trataba de gozo en las circunstancias, sino de poder moral que eleva a uno por encima de las circunstancias; esto es algo que Pablo aprendió; mirando a Cristo en todo, lo fue descubriendo a lo largo del camino. Ello era real no bien comenzó la carrera, pero Pablo no lo supo entoncecomo al fin de la misma, cuando podía hablar a otros de ello como de algo que había aprendido. Tal como dice: "Mi Dios" (Filipenses 4:19). ¡Bendita expresión! Perfectamente conocida en toda clase de circunstancias: "En caminos muchas veces; en peligros de ríos, peligros de ladrones, peligros de los de mi nación, peligros de los gentiles, peligros en la ciudad, peligros en el desierto, peligros en el mar, peligros entre falsos hermanos; en trabajo y fatiga, en muchos desvelos, en hambre y sed, en muchos ayunos, en frío y en desnudez" (2.ª Corintios 11:26-27). No obstante, él pudo decir: ¡"Mi Dios, pues, suplirá todo lo que os falta"! Yo lo conozco, y, si me pregunta cuál es Su medida, contestaré que es: ¡"Conforme a sus riquezas en gloria en Cristo Jesús"! Yo le puedo garantizar todo esto. Pablo encontró que todos buscaban lo suyo propio, pero esto sólo le daba ocasión para decir más categóricamente: "Mi Dios."
¡Qué realidad hay en la vida de fe, que camina en secreto con Dios! Frágiles vasos somos los que andamos en ella; pero es algo que nada ni nadie puede tocar, ni aun Satanás nos la puede arrebatar; y las pruebas que surgen a lo largo de esta senda, no hacen más que demostrar que somos superiores a toda circunstancia por el poder de Su gracia. ¡Que Dios nos conceda conocerla, y a Él en ella! Amén.
Assinar:
Comentários (Atom)
Irmãos em Cristo Jesus.
Mt 5:14 "Vós sois a luz do mundo"