sábado, 15 de novembro de 2008

A Necessidade da Graça - Levi Candido

Após ponderarmos sobre os tópicos dos três estudos anteriores, é necessária alguma consideração final. Não teremos nenhum progresso na vida cristã, a menos que tenhamos a benção do Senhor sobre nós. À parte da graça divina, não poderemos dar um passo sequer em direção à santidade. Graça, como alguém já definiu, é Deus dando e fazendo tudo a quem nada merece e nem tem condições de merecer. Precisamos estar continuamente na dependência do Senhor, pois tudo na vida cristã é pela graça do princípio ao fim. Foi assim que um santo expressou: “Foi a graça que inscreveu meu nome no livro eterno de Deus, foi a graça que me deu ao Cordeiro que levou todas as minhas tristezas. A graça ensinou minha alma a orar e a conhecer o amor perdoador. Foi a graça que cuidou de mim neste dia, e que nunca me deixará só”. De fato, somente a graça pode nos preservar e aperfeiçoar. Não fosse pela graça de Deus todos estaríamos constantemente nos desviando. Por isso, necessitamos rogar ao Senhor diariamente para que incline as nossas afeições a Cristo, que nos dê a cada manhã nova percepção do evangelho, que nos ensine o seu caminho, e que nosso coração possa estar unido ao temor do seu nome.

“Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome”.(Salmo 86:11).

Thomas Manton foi muito feliz em sua colocação quando disse: “Precisamos não somente de luz para reconhecer o nosso caminho, mas também de um coração bem disposto para andar por esse caminho. A orientação é necessária por causa da cegueira de nossas mentes; e os impulsos eficazes da graça são necessários por causa da fraqueza dos nossos corações. Não cumpriremos ao nosso dever mediante a mera noção das verdades, a menos que as abracemos e as sigamos”. E para isto é necessário estarmos na dependência de Cristo. Alguém já disse que “toda a graça provém do Deus da graça, e é necessário graça para aceitar a graça”. Cristo que é a Fonte de toda a graça para os cristãos, nos ensina o caminho da dependência em João 15:4,5. “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Todas as obras, todos os esforços, todas as virtudes sem a dependência de Cristo, não passam de obras mortas. O cristão só poderá servir a Deus com reverência e piedade pela graça, e de nenhum outro modo. Aqueles que não estão debaixo da graça não podem servir a Deus agradavelmente, porquanto a palavra de Deus é clara neste sentido. “Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; Porque o nosso Deus é um fogo consumidor”. ( Hb 12:28,29). A Bíblia diz que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência”(cf. Pv 9:10), e foi neste contexto que alguém observou muito bem: “O temor do Senhor é o elemento indispensável para o desenvolvimento evolutivo no andar cristão. O temor reverente de Deus é a chave para a fidelidade em qualquer situação”. José na casa de Potifar só pode ser livre do laço do pecado devido ao temor que possuía pelo Senhor. “ E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pós os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem; Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39:7-9). Todo cristão regenerado sabe por revelação que todo pecado é primariamente contra Deus. Foi assim que Davi considerou as suas transgressões contra Bate-Seba, contra Urias e contra si mesmo. “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares”. (Sl 51:4). Neste aspecto devemos concordar com A.W.Pink que disse: “Até ao ponto onde Deus é verdadeiramente conhecido, até esse ponto será devidamente temido”. Acerca dos ímpios, porém, está escrito: “ Não há temor de Deus diante de seus olhos”( cf. Rm 3:18). As Escrituras mostram que é pelo temor do Senhor que os homens evitam o mal. (ver Pv 16:6). E em Salmo 34 verso 11 vemos que até mesmo os filhos de Deus precisam aprender o temor do Senhor. “Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR”.
Também no Salmo 9 verso 10, lemos sobre aqueles que confiam no Senhor e o motivo que os levam a essa confiança: o conhecimento do nome do Senhor. “Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam”.

Recorrendo novamente às observações de Pink, consideremos o que ele disse: “O Espírito Santo primeiramente insufla em nós o senso de nossa própria ignorância, vaidade, pobreza espiritual e depravação, antes que nos leve a perceber que somente em Deus podem ser encontradas a verdadeira sabedoria, a benção real, a bondade perfeita e a justiça imaculada”. Quanto maior a visão que possuirmos da glória de Deus, maior será o senso de nossa nulidade. Dessa forma veremos que somente a suficiência de Deus poderá satisfazer nossa deficiência total. Em outro enfoque se quer dizer: A revelação de Deus traz à luz a revelação de quem somos. Somente à medida em que conhecermos a nós mesmos, e isto mediante à luz da revelação da Palavra de Deus, é que prostraremos sobre os nossos rostos e exclamaremos: “sê propício a mim, pecador!” (cf. Lc18:13). Esta convicção de pecado é resultante de uma vivificação espiritual em que ao indivíduo é concedido uma visão da glória de Deus e é trazido à luz a sua pecaminosidade inata, antes porém, adormecida pelo pecado, e geralmente resulta em arrependimento e fé. Tomemos alguns exemplos ilustrativos para a nossa compreensão. Começando por Jó; ele era um homem ilustre, reputado pelo próprio Deus como íntegro, reto e temente a Ele, e sobressaia-se aos demais homens da terra “E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal”. (Jó 1:8). Notem seu zelo concernente ao seu comportamento religioso verso 5. “Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente”.Porém, a justiça própria de Jó teria que cair por terra para que pudesse ser estabelecida a justiça de Deus em sua vida. E isto aconteceu somente quando o Senhor deu-se a conhecer a Jó por meio de uma revelação sobrenatural, e só então ele exclamou: “eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem..” (Jó 42:5,6). John Flavel fez uma observação muito oportuna: “Os que conhecem a Deus serão humildes; os que conhecem a si próprios não podem ser orgulhosos”. Os homens vivem em seu orgulho e presunção até onde não conhecem a Deus e desconhecem a si mesmos. Thomas Watson refletiu: “A visão da glória de Deus produz humildade. As estrelas somem quando o sol aparece”. E João Calvino sustenta: “Deus nunca receberá o que lhe é devido a não ser que sejamos totalmente reduzidos a nada, de forma que se veja claramente que tudo o que é louvável em nós não provém de nós”. Outro exemplo clássico de despertamento espiritual diz respeito ao profeta Isaias. Ele foi um servo do Altíssimo, profetizou diversas vezes acerca do Senhor e Salvador, da obra vicária do Servo do Senhor, acerca do reinado soberano do Rei dos reis, acerca da nova Jerusalém, etc. Notem, entretanto, a sua experiência sobrenatural com Deus. “ No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos”. (Is 6:1-5). A visão da glória de Deus trouxe à luz a visão de sua própria pecaminosidade, e então ele teve que reconhecer: “Ai de mim! Estou perdido!”. (v 5). E todo o curso de sua vida desde então, foi marcado por esta convicção de pecado. Vemos mais adiante Isaias referir-se às suas justiças como trapo de imundícia. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”. ( Is 64:6). Conforme um comentário bíblico diz: “Assim como o profeta se inclui nesta confissão humilde, nós também, de igual modo, devemos reconhecer e confessar nossa total corrupção natural, pelos pecados que diariamente cometemos. Só esta confissão pode nos abrir o caminho para o verdadeiro arrependimento, o reconhecimento dos méritos de Jesus Cristo, e à aceitação da sua morte expiatória em prol dos pecadores”. Esta é uma visão espiritual procedente de luz espiritual outorgada pelo Espírito Santo. É Ele quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim;” (João 16:8,9). Foi por isso que Martinho Lutero disse: “O reconhecimento do pecado é o começo da salvação”. Quando Lutero foi agraciado por Deus de receber uma revelação acerca de si mesmo, ele exclamou: “Não tenho outro nome senão o de pecador; pecador é meu nome, pecador é meu sobrenome”. O homem por si mesmo está em trevas espirituais, a menos que lhe seja dado olhos para que veja e ouvidos para que ouça. “Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhorie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19:12-14). Santo Agostinho foi muito preciso em sua consideração dizendo: “Antes de Deus poder libertar-nos, precisamos desenganar a nós mesmos”. Pecamos por pensamentos, palavras e ações e muitas vezes achamos que não temos pecado; isto já é pecado !. John Blanchard corrobora este pensamento dizendo: “Os pecados ocultados pelo homem nunca são cancelados por Deus”. A Bíblia é categórica a este respeito. “ Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. (1ª Jo 1:8-10). Alguém disse que “A maneira de cobrir nosso pecado é descobri-lo pela confissão”,. Quando confessamos nossos pecados a Deus, estamos concordando com Ele que erramos, e dessa forma somos introduzidos debaixo da sua benção. “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)

Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.) Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.) (o cristão confessa em seu íntimo:) Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades, Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos. ( Sl 32:1-7 e Sl 103:3-6). Mas é bom atentarmos para um pensamento que diz: “A confissão dos pecados não substitui o ato de abandoná-los”. Muitos presumem-se que vivendo em pecado, mas confessando a Deus os seus pecados são perdoados e por isso estão salvos. Notem porém, que Cristo se manifestou não para salvar o pecador no pecado, para viver em pecado, mas para salvá-lo do pecado para a santidade. “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna”. (Rm 6:1-2,17-18,22). Conforme este enfoque, a Palavra de Deus é o instrumento eficaz do Espírito para tal realização. “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa”. (Sl 19:7-11). Devemos buscar sempre do Senhor caminhos retos para os nossos pés. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. (Sl 139:23,24). O homem sábio não confiará nas diretrizes apontadas pelo seu coração, mas seu coração estará voltado para as diretrizes apontadas pela Palavra de Deus. Só pode ser bem-aventurado aquele cujo caminho são delineado pela Palavra de Deus. “Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração. E não praticam iniqüidade, mas andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos. Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos. Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente. Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”. (Sl 119:1-8).

Levi Cândido
candidolevi@ig.com.br

Barueri, 22 de Junho de 2008

"Morra eu com os Filisteus" - Levi Candido

“...Morra eu com os filisteus...(Juízes 16:30ª)

“Morra eu com os filisteus”. Estas foram as últimas palavras de Sansão. É muito instrutivo considerarmos os relatos bíblicos sobre Sansão e o que o levou a tomar esta resolução estando naquela condição. Convido-vos à reflexão sobre alguns aspectos relacionados a Sansão e o que poderemos retirar como lições aplicativas a nós. Consideraremos então:
a) A vocação e o ministério de Sansão
b) A fraqueza de Sansão
c) A morte de Sansão e sua vitória definitiva

1. A VOCAÇÃO E O MINISTÉRIO DE SANSÃO

Ninguém que já leu a Bíblia concernente a vida de Sansão, poderá negar que ele foi um instrumento escolhido por Deus e separado para o cumprimento do propósito divino em libertar o Seu povo Israel do jugo dos filisteus. Sansão foi separado por Deus para exercer o seu ministério como juiz e defensor do povo Israel contra os filisteus. Ele foi alvo deste chamamento divino para este propósito antes mesmo de nascer. “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”. (Jz 13:5) Como foi no caso de Sansão concernente ao seu chamamento, também o é em relação aos filhos de Deus. Eles foram separados por Deus antes mesmos de nascerem e chamados pela sua graça para o supremo propósito Dele. “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim...”(Gl 1:15-16ª)
Podemos ver algo muito precioso neste texto. a) A vocação cristã legítima é de procedência de Deus somente. Ele é quem separa e chama os seus para o Seu propósito eterno. Notem; não foi quando Paulo quis, mas quando “aprouve a Deus”. “Deus escolheu-nos para seu amor e agora nos ama por causa de sua escolha”, dizia John Trapp. b) O propósito desta separação e vocação é soberano: “revelar o Seu Filho”, não para mim, diz Paulo, mas em mim. O supremo propósito do Pai celestial é que “Seu Filho seja tudo e em todos”(cf..Colossenses 3:11). Outro texto das Escrituras que nos esclarece este ponto está registrado em Romanos 8:28-30. Ali lemos: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”. Este é o supremo propósito de Deus. E o Senhor está levando à efeito este desígnio soberano. As obras de suas mãos Ele não renunciará. Um outro aspecto importante relacionado ao ministério de Sansão diz respeito ao fato de onde consistia a sua força. Havia um pacto estabelecido pelo Senhor. Enquanto este pacto era mantido, Sansão tinha êxito, subjugava seus adversários e mantinha a vitória para o seu povo. É sumamente importante esta observação: A suficiência de Sansão não provinha dele próprio, mas provinha de outra Fonte, a saber; do SENHOR. “Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate; e, chegando às vinhas de Timnate eis que um filho de leão, rugindo, lhe saiu ao encontro. Então o Espírito do SENHOR se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito”. (Jz 14:5-6) Tanto nesta passagem como em outros versos (ex: v.19 ; 15:14 ...) vemos que a força de Sansão provinha do Espírito do SENHOR. De igual modo, “ os crentes por si mesmos não possuem vida, poder e vigor espiritual. Tudo o que possuem em sua vida espiritual, procede de Cristo”, dizia J.C.Ryle . “ Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus”. (2 Co 3:5) Por isso, Agostinho de Hipona disse acertadamente: “Toda a nossa suficiência sem a suficiência de Deus é apenas deficiência”. Como podemos observar, o êxito de Sansão em seu ministério dependia tão somente da manutenção do pacto estabelecido pelo Senhor, sendo a observância daquele pacto sinal de sujeição e fé no Senhor. “Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”. (Jz 13:4-5) Os crentes do mesmo modo, foram chamados a permanecerem no Senhor, de onde provém toda a graça para suas necessidades e êxito em seus empreendimentos. Jesus disse: “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15:4-5) Observem irmãos, as condições de alta produtividade sugeridas por uma relação vital e contínua com Cristo: “Permanecei em mim”. Notem também o verso 5; Ele não diz: “vós podeis fazer um pouco”, mas nada. Assim como Sansão deveria depender continuamente do SENHOR mantendo o pacto estabelecido por Ele, os cristãos devem em tudo depender do SENHOR Jesus Cristo, pois à parte Dele, nada podemos fazer. Por isso as obras dos cristãos estão sendo reveladas pelo fogo, portanto, se elas têm origem em Cristo permanecerão, se não , estas obras se queimarão. “ E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. ( 1 Co 3:12-15) Sansão deveria manter o pacto em sujeição ao SENHOR até ao fim, porém veremos adiante a quebra deste pacto que resultou em separação do SENHOR, perdas, sofrimentos e humilhações a Sansão .




“A FRAQUEZA DE SANSÃO”

LEITURA: “ E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel”. (Jz 14:1-4)

É muito difícil envolver-se com algo sujo e sair-se sem as suas manchas. Alguém já disse que “O mundo é algo que suja e contamina. Dificilmente um homem pode andar aqui sem corromper suas vestes. Os homens do mundo são criaturas imundas, fuliginosas. Não podemos ter contato com eles sem que deixem sua imundície sobre nós”. Sansão envolveu-se com os filisteus. Seus olhos foram distraídos do propósito que lhe cabia observar diligentemente. Ele fora tomado de paixão pelas mulheres filistéias. Embora seus pais não aprovassem suas associações com as filhas dos filisteus, Sansão desejou tomar por mulher uma delas. “E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher.
Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.
Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel”. (Jz 14:1-4)
“Quando nossos olhos fitam objetos pecaminosos estão fora de sua vocação e da guarda de Deus”, dizia Thomas Fuller. Da mesma forma, os jovens cristãos não deveriam desejar relacionamentos amorosos ou contrair-se matrimônio com alguém incrédulo que não teme ao Senhor, nem ter envolvimentos que comprometam sua vida de comunhão com o Senhor e os irmãos, pois lemos nas Escrituras em 2ª Corintios no capítulo 6 nos versos 14 a 18 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”.

Embora o SENHOR em sua soberania providenciou ocasião contra os filisteus conduzindo Sansão à terra destes, o dever de Sansão era manter o pacto com Deus, não alinhando-se ou envolvendo-se com eles, nem participando de suas iguarias. Porque está escrito: “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”. (2 Tm 2:19) Foi neste sentido que Cristo orou ao Pai, não para que tirasse os cristãos do mundo, mas para que os livrassem do mal. “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:15-17)
John Blanchard corrobora este pensamento dizendo: “Jesus não orou para que seu Pai tirasse os cristãos do mundo, mas para que tirasse o mundo dos cristãos”.
Os filisteus pertenciam ao mundo pagão. O deus adorado por eles era Dagon. A idolatria prevalecia-se naquela terra. Sansão não poderia conformar-se com eles, pois era nazireu de Deus. Nazireu conforme definição do dicionário inglês HOLMAN BIBLE DICTIONARY; NASHVILLE, TENESSEE : HOLMAN BIBLE PUBLISHERS , 1991; p.1011, “é um membro de uma classe de indivíduos especialmente devotados a Deus. O termo hebraico significa consagração, devoção e separação. Duas formas tradicionais de nazireu são encontradas. Uma era baseada num voto pelo indivíduo por um período específico; outro era uma devoção por toda a vida, seguindo a experiência revelatória de um pai que anunciou o nascimento iminente de uma criança. Os sinais exteriores de um nazireu – o crescimento de cabelo, a abstenção de vinho e outras bebidas alcoólicas, a evitação do contato com os mortos – são ilustrativos de devoção a Deus”.

A palavra de Deus em Tiago alerta sobre o perigo de uma amizade envolvente com um mundo que jaz no maligno. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4:4) John Brown disse “É infinitamente melhor ter o mundo inteiro como inimigo e Deus como amigo do que ter o mundo inteiro como amigo e Deus como inimigo”.
E alguém também já pronunciou acertadamente: “Aquele que recebe a aprovação dos ímpios devem receber a desaprovação de Deus”. Mesmo já tendo experimentado anteriormente atos de traição de sua primeira amante filistéia (cf. Jz 14:15-17), Sansão persistiu no terrível erro em possuir aquilo que lhe era ilícito ( Dalila ), pois em Israel não era costume o povo tomar por esposas mulheres estrangeiras, pois era decreto do Senhor. “ E o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas,
sidônias e hetéias, das nações de que o SENHOR tinha falado aos filhos de Israel: Não chegareis a elas, e elas não chegarão a vós; de outra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor”. (1 Re 11:1-2) O mesmo que aconteceu com Salomão também foi com Sansão, e esses envolvimentos com mulheres estrangeiras implicaram em conseqüências desastrosas a eles por seus desvios da vontade do SENHOR. O reino de Salomão foi retirado dele pelo SENHOR e entregue posteriormente ao servo dele. (cf. 1 Re 11:9-13 ) Sansão além de perder a sua visão e ser feito escravo pelos filisteus, teve sua comunhão com Deus interrompida de onde provinha a sua força e vitória contra os seus adversários. “ Então ela (Dalila) o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força. E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele. Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e girava ele um moinho no cárcere”. (Jz 16:19-21)
Para que Sansão não mais se tornasse em ameaça aos filisteus, estes vazaram-se os olhos dele, pois; que ameaça poderia ser um inimigo cego? Assim também, o inimigo do SENHOR e de nossas almas procura cegar os entendimentos dos homens para que fique obscurecida a luz do evangelho da glória de Cristo, pela qual a imagem de Deus é restaurada. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. (2 Co 4:3-4)



“A MORTE DE SANSÃO COM OS FILISTEUS E SUA VITÓRIA DEFINITIVA”


“E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida”. (Jz 16:30)
Agora Sansão estava no pó; escravizado, cego, humilhado, fraco ... Mas creio que não foi somente esta percepção de Sansão que mais o entristecia, senão a percepção do fato de que por sua inobservância do pacto com SENHOR , o nome do seu Deus agora era blasfemado por um povo que não O temia e que até mesmo imputavam a seu deus Dagon, o haver entregado a Sansão em suas mãos. Penso que Sansão então sofria maltrato, humilhações, mas não tanto quanto o de ouvir dos lábios de seus inimigos: “o nosso deus Dagon entregou você em nossas mãos, Sansão”. Mas graças a Deus, pois “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, diz o apóstolo Paulo em Rm 11:29. Sansão estava naquela condição, mas ele não fora destruído. O SENHOR não permitiu que os filisteus o destruísse, para que o Seu propósito em libertar o Seu povo do jugo dos mesmos fosse cumprido através de Sansão. Ele era um instrumento escolhido por Deus. Embora ele estivesse naquela humilhante condição, o SENHOR o amava e não desistiu dele. Graças a Deus, o SENHOR não desiste de nós! O SENHOR odeia o pecado, mas amou o seu povo perdido, e por isso, enviou o Seu Amado Filho para salvá-los, e libertá-los do pecado. Cristo Jesus pagou o preço de todos os pecados do Seu povo, tanto da antiga aliança, como da nova aliança, com o Seu precioso sangue. “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna”. (Hb 9:14-15)

Este era também o ensino característico do apóstolo Paulo concernente à justificação por graça e fé no Senhor. Ele escrevendo à igreja em Roma disse no capítulo 3 versos 24 a 26 aos Romanos o seguinte: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Se um homem é salvo, ele o é apenas pela graça soberana de Deus. Vejam também o que Paulo disse aos efésios no capítulo 2 versos 8 e 9: “ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.(Ef 2:8-9) Porque Sansão era escolhido por Deus, recebeu do SENHOR a fé, através da qual fora restaurado e habilitado para cumprir o propósito que Deus havia estabelecido. “E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos”. (Hb 11:32-34) “Morra eu com os filisteus”, foram as últimas palavras de Sansão, porém denotam sua fé e a vitória definitiva contra os seus inimigos. “Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa, e com a sua esquerda na outra.

E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida”. (Jz 16:28-30)
A morte de Sansão com os filisteus foi a emancipação de sua vida vitoriosa. Notem; Sansão não diz: “morra eu para os filisteus”, e tampouco diz; “morra os filisteus para mim”, mas; “morra eu com os filisteus”. Sansão estava escravizado, mas tornou-se livre pela morte. Do mesmo modo, “o homem está escravizado a tudo aquilo que ele não pode abandonar, a menos que abandone a si mesmo”. E o modo estabelecido por Deus para este abandono é pela cruz de Cristo. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gl 6:14) Observem irmãos; não somente “o mundo está crucificado para mim”, mas também “e eu para o mundo”, e isto pela cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Da mesma forma, “a vida oferece apenas duas alternativas: crucificação com Cristo, ou auto-destruição sem Ele”.

“Morra eu com os filisteus” foi a decisão definitiva de Sansão para sua liberdade espiritual. “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna”. (Jo12:25) A morte precede a vida. “ Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”. (1Co 15:36)
O novo nascimento, ou regeneração, é a vida vinda da morte com Cristo, após perdermos a nossa juntamente com Ele pela Sua morte na cruz. “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gl 2:19-20)
Um cristão anônimo disse: “Seremos controlados ou por Satanás, ou pelo eu, ou por Deus. O controle de Satanás é escravidão; o controle do eu é futilidade; o controle de Deus é vitória”. Graças a Deus o Justo sobre a cruz é o único ponto de contato entre o pecador e o poder salvador de Deus”. “Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”. (2 Co 4:10) “Fiel é a palavra: se já morremos com ele (com Cristo), também viveremos com ele”. (2 Tm 2:11) “ Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;
Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”. (Colossenses 3:1-4) Amém !
Levi Cândido
candidolevi@ig.com.br


Barueri, 02 de novembro de 2008

Irmãos em Cristo Jesus.

Irmãos em Cristo Jesus.
Mt 5:14 "Vós sois a luz do mundo"