sábado, 15 de novembro de 2008

As Duas Naturezas- David W Dyer

O que temos visto nos capítulos anteriores deste livro é que Deus, desde o princípio, tinha um plano maravilhoso para o homem. Seu desejo mais profundo era criar um ser semelhante a ele mesmo, que pudesse se tornar Sua noiva. Nosso Deus não estava satisfeito em estar sozinho para sempre e moldou a humanidade com a capacidade de receber Sua própria vida eterna. Estando preenchido com a Sua vida, o homem poderia estar qualificado para entrar nesta indescritível união santa com Ele.
Este é, então o trabalho central do Universo hoje. O compartilhar da vida divina e a transformação do humanidade naquilo que ela necessita ser para preencher os desígnios sobrenaturais, estão no centro de tudo o que está ocorrendo nos mundos espiritual e físico. A falha em compreender esta revelação básica irá nos impedir de andar com Jesus e de trabalhar com Ele para cumprir Sua vontade na Terra.
Muitas pessoas supõem que quando o trabalho de Deus em nós estiver terminado, vamos acabar “voltando ao Éden”. Em outras palavras, elas crêem que Deus está tentando nos trazer de volta ao estado original em que Adão e Eva se encontravam no Jardim. Isto, eles presumem, seria a conclusão da santidade. Entretanto, isto não é verdade. Conforme examinamos estes primeiros homens que Deus fez, descobrimos sérias deficiências. Em seu estado original, eles nunca poderiam preencher os desígnios de Deus. Em primeiro lugar, conforme vimos nos capítulos anteriores, eles não contém a vida de Deus. Isto os desqualifica para entrarem em uma união matrimonial com Ele. Depois, vimos que eles não tinham uma natureza santa com a Dele.
Sim, Adão e Eva eram sem pecado. Muitos eruditos da Bíblia os descrevem como “inocentes”. Mas, como vemos, inocência e falta de pecado não são a mesma coisa que santidade. Deus é extremamente santo. Esta é a essência de Sua natureza. E, porque Ele é santo, nós lemos que “Ele não pode ser tentado pelo mal” (Tiago 1:13). O pecado não interessa a Ele. Não há nada, eu repito, nada em seu santo ser que esteja um pouquinho interessado no pecado. Na verdade, Ele odeia o pecado! Por outro lado, quando Adão e Eva foram tentados, o que aconteceu? Eles caíram e caíram rapidamente. Você vê, seu estado inocente não foi páreo para o diabo. Não era a mesma coisa que santidade de Deus.
Então, se a humanidade deve entrar em uma união matrimonial com o Altíssimo, algumas mudanças devem ocorrer em seu ser interior. Primeiro, precisamos receber Sua vida divina e, segundo, precisamos ter uma natureza santa. Nosso Deus diz: “Sereis santos, porque eu sou santo” (1ª Pedro 1:16). Além disso, lemos sobre “Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Heb 12:14).
Em alguns grupos cristãos hoje, muitas pessoas gostariam de “passar por cima” da matéria de santidade. Elas afirmam que ser nascido de novo é suficiente e que a verdadeira retidão é algo que só iremos conseguir mais tarde, depois que morrermos. Uma pequena melhora está bem para eles, mas a séria livramento de todos os pecados é muito difícil e impraticável. “Afinal”, eles dizem, “quem você conhece que é realmente santo?” Outros tentam considerar santidade como algo que só existe na mente de Deus. Eles afirmam que nós já somos santos porque Deus nos vê como seres santos. Não precisamos ser retos verdadeiramente porque as ordens de Deus já foram cumpridas por Jesus e, portanto, santidade não é uma exigência. Estas idéias levantam muitas considerações sobre as quais não tenho espaço para tratar aqui, mas lidarei com elas em um capítulo subseqüente, “O sangue da Aliança”.
É suficiente dizer aqui que, conforme nós honestamente lemos o Novo Testamento, encontramos verdadeira santidade. Os Apóstolos eram pessoas santas. Os crentes do Novo Testamento eram constantemente obrigados a se purificar, a se abster do pecado, a evitar a tentação e prazeres sensuais. Aqui na Bíblia nós lemos sobre uma retidão que caiu sobre a Terra. Foi visível. As pessoas podiam vê-la mostrada nos discípulos. Não era algo irreal, como uma fabula imaginaria. Não era algo assim, mas um tipo de santidade que emanava das vidas dos seguidores de Jesus. Não estou dizendo que eles eram todos perfeitos, mas a maioria deles não estava mergulhada em pecados e vícios carnais, desculpando-se em dizer que Deus os considerava retos. Estes discípulos eram amorosos, longânimos, dadivosos e perdoadores, pessoas que odiavam o pecado. E o exemplo deles serve para todos nós. O modo como eles viviam é o modo como devemos viver neste mundo mau atualmente.
Isto então nos traz o ponto crucial da questão. Como isto é possível? Como podemos nós, seres humanos pecadores, ser sempre santos? Como podemos nos aproximar dos padrões de santidade de Deus. Para começar, precisamos compreender um princípio muito importante. Toda vida tem sua própria natureza. Por exemplo, um cachorro late porque ele tem dentro dele a vida de um cão. Latir é da natureza da vida de um cão. Na mesma maneira, uma macieira produz maçãs, pois é da sua natureza produzir este tipo de fruta. Este é um princípio inalterável no Universo que Deus criou. Você nunca vai ver cachorros cantando como passarinhos ou macieiras dando bananas, porque não é da natureza de suas vidas fazer estas coisas.
Do mesmo modo, os seres humanos pecam. É a natureza da vida caída para pecar que nós herdamos de Adão. Você nunca precisa ensinar crianças a pecar. Vem naturalmente. É um produto espontâneo da vida que está dentro deles. Eu conheço uma mulher cuja mãe pensava diferente. Ela pensava que o pecado era algo que se aprendia com os outros. Então, quando sua filha era pequena, ela a abrigou contra todas as más influências externas. Ela protegeu esta criança e a alimentou como uma plantinha tenra, livre de todo estímulo que a pudesse corromper. Então, finalmente, chegou o dia em que esta criança “perfeita” devia ser introduzida no mundo. A mãe levou sua preciosa filha para visitar uma outra garota na vizinhança. Bem, não demorou muito para que um desentendimento se levantasse entre as duas garotas e, em breve, a “criança perfeita” estava batendo na cabeça da outro garota com uma boneca. O pecado é um produto da vida caída que herdamos de nosso pai Adão.
Deixe-me esclarecer isto: as pessoas não estão sempre pecando, a cada minuto de cada dia. As macieiras nem sempre estão cheias de maçãs. Os cães não latem todo o tempo. Mas, eventualmente sim. É inevitável. Em um determinado tempo, a vida pecadora dentro da raça humana sempre produzirá frutos. É impossível que não demonstre sua natureza fazendo isso.
Exatamente da mesma maneira, santidade é um produto espontâneo da vida de Deus. Deus exibe retidão porque a vida dentro Dele é completamente “reta”. Ele é perfeita e puramente santo. Não há pecado escondido nas profundezas de Seu ser. Ele não tem trevas dentro Dele. Deus não está “tentando” ser santo. Ele apenas é. Além disso, nosso Deus é o único Ser do Universo que é assim. Portanto, há apenas único jeito de exibir esta mesma santidade. Precisamos ser enchidos com Sua vida santa, sem pecado. Isto é certo. O único modo de ser verdadeiramente justo é ter a vida justa dentro de você. Conforme você vive com esta vida, você expressa a natureza dela. Como esta vida perfeita se manifesta através do nosso ser, você exibirá uma maravilhosa santidade. Esta retidão não é “de nós mesmos” (Fil 3:9). Embora seja vista em você, é, na realidade, a retidão de “um Outro”. Eu creio que este fato importante merece se repetindo. O único modo de ser santo é viver pela vida de Deus. Quando recebemos Jesus, recebemos uma vida santa, não criada. E, quando vivemos por esta outra vida que recebemos, manifestamos a natureza desta vida.



VIVENDO PELO PAI
Jesus é um exemplo disto. Sem dúvida Ele recebeu uma vida humana de sua mãe, Maria. Mas, Ele também recebeu vida divina de Deus. Nosso maravilhoso Salvador, consequentemente, escolheu viver sua vida pela fonte maior. Ele disse: “como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai” (João 6:57). Jesus tinha o Pai vivo dentro Dele. Além disso, Ele “vivia pelo Pai”. Isto significa que cada aspecto de Sua vida era dominado pela vida do Pai. Seus pensamentos, Suas reações, mesmo as expressões em Sua face eram produtos da vida sobrenatural pela qual Ele estava vivendo. Portanto, Ele era uma completa expressão do Pai. Em tudo o que ele falou e fez, o Pai foi manifestado. Em outro lugar Jesus afirmou: “As palavras que vos falo, não falo por mim mesmo, mas o Pai que vive em mim, Ele fez as obras” (João 14:10). Você vê, Jesus não estava expressando a si próprio. Ele não estava falando Suas próprias palavras ou mesmo fazendo Suas próprias obras. Ele era submisso ao Seu Pai em cada detalhe de Seu ser. A vida do Pai estava fluindo através Dele e a natureza do Pai estava se derramando para fora Dele. Jesus era uma manifestação perfeita do Todo Poderoso.
Do mesmo modo, nós podemos viver por Jesus. (Por favor, não fracassar em entender isto. Esta pode ser uma das mais importantes revelações da Bíblia.) Nós podemos ser motivados em cada aspecto de nosso ser por uma vida sobrenatural. Jesus explica: “Como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim também, aquele que se alimenta de mim, por mim viverá” (João 6:57). Isto é realmente excitante. Nós podemos viver por uma outra vida. Nós podemos realmente ter uma vida substituta vivificando cada aspecto de nosso ser. E esta vida é santa. Esta vida é pura! Esta vida não pode ser tentada pelo pecado. É reta em todos os aspectos. Aleluia! Esta é uma grande e maravilhosa verdade. Nós, sim, meros seres humanos, nascidos de uma raça pecadora, podemos renascer para uma outra. Podemos nos tornar um dos filhos de Deus. Podemos receber a verdadeira vida de Deus e, então, vivendo por aquela vida, expressar Sua santa natureza ao mundo. Isto é verdadeira santidade. Isto não é algo que só existe na mente de Deus. Não é uma retidão invisível. Este tipo de retidão é real, prática e terrena. É algo que a Igreja de nossos dias precisa desesperadamente.
Esta é uma idéia maravilhosa, você pode dizer, mas como ela é possível? Estaremos explorando nos próximos capítulos deste livro vários aspectos desta questão, mas o mais importante é este que é revelado aqui no verso supra citado. Jesus nos instrui a comer Dele. Ele afirma que, se O comermos, seremos capazes de viver por Ele. Em outro lugar, Ele assegura que “a menos que comamos a carne do Filho do Homem e bebamos Seu sangue, não temos vida em nós mesmos” (João 6:53). Esta palavra “vida” aqui é a palavra grega ZOÉ, referente à vida de Deus, que já vimos nos capítulos anteriores. Então vemos que comer e beber Jesus é a chave para viver por Sua vida. Quando nos enchemos com Ele, Ele se manifesta através de nós.



A IMPORTÂNCIA DA COMUNHÃO
Isto então nos traz a questão da comunhão. Ter “comunhão” com alguém significa Ter um companheirismo íntimo com ele. Quando comungamos com alguém, ficamos juntos, abrimos nosso corações e temos uma troca íntima de idéias, palavras e sentimentos. Este significado da palavra “comunhão” é muito Bíblico. Também na Igreja hoje, nós temos comunhão. Isto se refere da Ceia do Senhor onde nós participamos juntos, comendo pão e bebendo vinho. O que podemos compreender disto é que ter camaradagem íntima com Jesus é o ato de comer e beber Dele. Quando entramos em Sua presença, abrimos nosso coração a Ele e temos uma intimidade espiritual, estamos compartilhando do corpo e do sangue de Jesus. Estamos tendo comunhão.
Esta comunhão íntima no espírito é uma parte essencial da vida cristã. Sem ela não teremos “vida em nós mesmos” (João 6:53). (Se você se considera cristão e não tem idéia do que significa comunhão com Deus, por favor, procure alguém que ande em intimidade com Deus para ajudá-lo. Não viva mais um único dia sem intimidade com Deus.) Companheirismo com Deus está no centro de uma genuína experiência cristã. É a essência de nossa caminhada cristã. Sem me tornar legalista, devo insistir que esta deve ser sua experiência diária.
Como podemos entrar em tal comunhão com Deus? Para começar, nós devemos experimentar um profundo e completo arrependimento. Devemos colocar para fora de nossas vidas, tudo aquilo que sabemos que desagrada a Deus. É impossível gozar de camaradagem íntima com Deus enquanto estivermos envolvidos em algo que sabemos que Ele não gosta. Pense sobre isto. Se você quiser passar um tempo agradável visitando um parente ou um amigo, mas está fazendo algo que ele desaprova, isto não afeta o tempo em que estão juntos? Certamente que sim. Do mesmo modo, quando estamos envolvidos em atividades ou atitudes que afligem o coração do Senhor, isto iria limitar nossa intimidade com Ele. Você não pode Ter uma doce comunhão com Jesus e ter pecado conhecido em sua vida. E sem esta comunhão você nunca estará “repleto” de Sua vida e nunca expressará Sua natureza. A única alternativa, então é esperar que ele pense que você é digno, quando você sabe que não é. Pessoalmente, eu creio que nós devemos ajustar nossas vidas conforme a Palavra de Deus, em vez de ficar procurando uma doutrina que nos desculpe por permanecermos do jeito que somos. Além disso, todos nós precisamos de uma completa e inteira consagração. Precisamos oferecer nossos corpos como “um sacrifício vivo” a Deus (Rom 12:1). Nosso corpo, nossa alma e nosso espírito precisam ser de Deus. Nossa mente, nossas emoções e nossa vontade precisam se render ao Seu controle. Nossos bens, nossas esperanças no futuro, nossos planos, nossas famílias, nossas finanças: todas estas coisas devem ser, completamente e sem reservas, oferecidas em Seu altar. Se não estivermos desejosos de obedecer Jesus em cada aspecto de nossas vidas, isto impedirá nossa comunhão com Ele. Crer em Jesus é uma coisa, segui-Lo para onde quer que Ele vá, é outra. Para Ter uma doce camaradagem com Deus, precisamos ser obedientes à Sua voz. Precisamos desejar ir com Ele onde quer que Ele vá. Jesus disse: “onde eu estiver, ali estará também o meu servo” (João 12:26).
Todos os cristãos precisam estar “cheios” do Espírito Santo. Isto também deve ser uma experiência nossa e não apenas uma doutrina. Não tenho interesse em debater quando ou como nós podemos ser cheios com o Espírito Santo de Deus. Eu só sei que isto é essencial e bíblico. Além disso, não vejo como é possível ser cheio com o Deus do Universo e não o saber. Para ser cheio como Espírito Santo de Deus, precisamos abrir completamente a Ele. Nossos corações precisam estar prontos e desejosos de receber o que Ele quer nos dar. Depois de nosso arrependimento e consagração, estamos então na posição de entregar nossos corações e nos abrir completamente. Ele nos encherá Dele mesmo. A dádiva do Espírito Santo é uma promessa de Deus. Procure-O e O achará. Se houver qualquer impedimento, Ele o revelará a você se o seu coração for sincero. Lembre-se que Deus nunca forçará ninguém. Você deve estar totalmente preparado e desejoso se está para receber tudo aquilo que Ele tem para lhe dar.



COMENDO A PALAVRA DE DEUS.
Deus é revelado em Sua Palavra. Então é para lá que devemos ir para a experiência de “comer” Dele. Podemos nos alimentar Dele em Sua Palavra. O profeta diz: “Suas palavras foram achadas, logo as comi; as suas palavras me foram gozo e alegria para o meu coração” (Jeremias 15:16). Quando abrimos nossas Bíblias, precisamos ao mesmo tempo abrir nossos corações para Ele. Precisamos procurá-Lo em Sua Palavra. Quando você lê a Bíblia, não se inquiete demais em tentar entender tudo. Em vez disso, gostaria de recomendar que você procure Ter comunhão com Deus em suas páginas. Permita que Ele fale com você. Ore a respeito do que Ele está revelando. Releia os versículos ou as passagens que Ele ilumina. Medite sobre o que Deus está revelando a você sobre Ele. Comungue com ele. Desta forma, você estará se alimentando espiritualmente. Isto fará você crescer e se encher da vida divina. Quando tal alimentação espiritual se torna um hábito diário seu, você começará realmente a “viver por Ele” (João 6:57). Então, espontaneamente começará a expressar a natureza de Deus ao mundo.
Como um cristão novo, eu li a Bíblia integralmente. Era um livro novo e vivo para mim. Mas, conforme o tempo passava, eu queria entender tudo, especialmente o livro do Apocalipse. Logo eu estava lendo a Bíblia com o pensamento de tentar entender tudo. Eu queria compreender as feras, os chifres, os três sapos e todo o resto desta fascinante revelação. Continuando neste caminho por algum tempo, comecei a notar um problema. Este livro santo, que anteriormente tinha sido tão vivo e tão renovador, tornou-se seco e o meu entusiasmo para lê-lo desvaneceu-se. Isto me fez clamar a Deus. Qual era o problema? Por que o meu tempo com a Sua Palavra era tão insatisfatório? Em resposta à minha oração, Deus me levou a um versículo. Dizia: “nele havia vida e a vida era luz dos homens” (João 1:4). Daí eu deduzi que é a vida Divina que produz iluminação. Tentar compreender a Bíblia não produz vida. Mas encher-me com Deus através da comunhão com Ele, não era apenas satisfatório, mas também, Ele estava revelando coisas de sua Palavra mim.



BEBENDO O ESPÍRITO DE DEUS.
Deus também é derramado sobre nós através do Seu Espírito. Não apenas podemos comer de Sua Palavra, mas também podemos beber profundamente do Seu Espírito. Tudo o que temos de fazer é abrir nossos corações e deixá-Lo derramar Dele dentro de nós. Tudo o que Ele é está disponível abundantemente a nós através do Seu Espírito. Ele não goteja. Não é dado escassamente. Derramar implica o esvaziar de alguma coisa. Ele não está dando um pouco por vez. Isto significa que nós podemos ter tudo aquilo que queremos. Se faltar um pouquinho em nosso gole, não é da parte de Deus. Seu desejo é que nós participemos tanto e tantas vezes quantas desejarmos.
Podemos beber do Espírito de Deus em oração. Quando entramos em Sua presença através do companheirismo com Ele, podemos beber de tudo o quanto Ele é. Orar no Espírito Santo é uma oportunidade maravilhosa de compartilhar da comunhão com Deus. Nestes momentos, tente permitir ao Espírito Santo guiar suas orações. Não tente orar somente sobre seus problemas. Você gostaria de ter um amigo que falasse o tempo todo sobre seus próprios problemas? Permita que o Espírito de Deus encha você e o dirija nestes momentos de intercessão e companheirismo. Na presença do Senhor é melhor ouvir do que falar (Ecl 5:1). O Pai Amoroso tem muito a revelar àqueles que têm um coração desejoso e receptivo.
Também nossos tempos de adoração são uma oportunidade de nos abrir amplamente e beber. Não apenas publicamente, mas nos nossos momentos a sós com Jesus, podemos beber do Seu Espírito através do nosso louvor. Quando adoramos, é importante nos humilharmos diante de Deus. Adoração” e “orgulho” são opostos. No nosso mundo atual, encontramos muito pouco da atitude de prostrar-se diante de alguém e louvá-lo. Entretanto, Deus é digno de tal louvor. Quando chegamos diante Dele com o coração aberto e humilde, a adoração espiritual se torna um tremendo gozo. De fato, não conheço maior prazer na Terra do que entrar profundamente em uma experiência de adoração diante do Trono de Deus. Isto também é beber do Espírito do Senhor.
Comer e beber de Jesus no Espírito nos encherá com Sua Vida. E, ser cheio de Sua Vida, resultará em manifestar Sua natureza. Verdadeira santidade e retidão são produtos da vida natural de Deus. É realmente uma coisa maravilhosa que nós, seres humanos, possamos ser animados pela vida de um Outro. Podemos permitir que uma vida Superior tome controle de nossas mentes, de nossos sentimentos e de nossas decisões. Nós, que fomos nascidos simples mortais, menores até mesmo do que os anjos, podemos receber uma vida “não-criada” e realmente ter esta vida animando nosso ser. Jesus pode ser nossa vida. Podemos nos tornar vasos que contém um grande tesouro. Em vez de expressarmos a nós mesmos e a nossa natureza caída, podemos permitir que Jesus revele a Si mesmo ao mundo através de nós. Nós podemos verdadeiramente “viver por Ele” (João 6:57). Nossa responsabilidade, portanto, é nos enchermos com Sua vida. A verdadeira comunhão é uma necessidade absoluta na vida cristã.
A vida divina manifesta a natureza divina. Não poderá nunca ocorrer de outra maneira. Somente a vida de Deus manifesta Sua natureza. Guardar a lei do Velho Testamento e os Dez Mandamentos, nunca poderá chegar a este mesmo alvo. A razão para isto é que estas ordenanças externas são “fracas” (Rom 8:3) porque elas operam através da carne. Obedecer a lei requer a operação de sua própria vontade e determinação. Requer seus próprios esforços. Envolve viver nossa própria vida. Embora uma pessoa muito forte possa conseguir chegar muito perto de “guardar a lei” e, portanto de uma retidão exterior, isto não satisfaz a verdadeira ordem de Deus. Nós lemos que “pelas obras da lei nenhuma carne será justificada à Sua vista” (Rom 3:20). Porquê não? É porque guardar a lei não penetra no coração do homem. Não pode mudar sua verdadeira natureza. Somente a substituição de nossa vida pela Vida Dele pode efetuar as mudanças que Ele realmente deseja.


IMITANDO DEUS?
O melhor que podemos fazer com nossos próprios esforços é chegar a um tipo de imitação de Deus. Quem deseja uma imitação? Certamente não Deus. Ele diz que a justiça que podemos conseguir por nossos próprios méritos é “trapos de imundície para Ele” (Isaías 64:6). Este contexto me faz lembrar de um foto que vi em uma revista: um chimpanzé vestido como um homem. Ele vestia casaco, gravata e um chapéu. Estava fumando um grande charuto. Muito embora ele estivesse vestido como um homem, todos podiam ver que era apenas um chimpanzé. Do mesmo modo, muitos crentes estão se esforçando muito para agir como Deus. Eles têm um certo código para se vestir, usam o cabelo de uma certa maneira. Há uma grande variedade de coisas que eles podem ou não podem fazer para parecer santos, assim como Deus. Mas, quem tem olhos espirituais pode ver que este é um cristianismo de chimpanzé. É uma imitação da coisa real. É apenas um ser humano tentando se vestir e agir como Deus. Quão tolo isto é!
Esta verdade não apenas se aplica a guardar a lei, mas também se aplica a viver pelos princípios do “Novo Testamento”. Embora muitos cristãos compreendam que guardar a lei nunca poderá satisfazer a Deus, eles estão tentando viver suas vidas segundo um “kit” de princípios neo-testamentários. Eles estudaram o livro do começo ao fim e também de trás para diante, e sintetizaram dele um completo “jogo” de faça e não faça, deve fazer e não deve fazer. Na verdade, há muitos professores bíblicos que cruzando o país, se não o mundo, propagando exatamente este tipo de cristandade. Eles crêem que não estão “guardando a lei”, mas que encontraram um novo modo de agradar a Deus, isto é, seguindo os princípios do Novo Testamento. Infelizmente, este método também não atingirá o padrão de Deus. Isto também ocorre pelos esforços da carne. Também é cristianismo de chimpanzé. Nosso Deus só está satisfeito com Seu Filho. Ele é “Aquele em quem o Pai se compraz” (Mat 17:5). É apenas quando Ele vê Seu filhos se manifestando através de nós que se contenta com o que vê. Somente a vida de Deus manifesta Sua natureza!
Nos últimos anos têm havido uma campanha chamada “o que Jesus faria?”. Segundo este método, somos aconselhados a, em cada situação, antes de falar ou agir, parar e tentar imaginar o que Jesus faria. Então somos instruídos a agir como Ele o faria. O fato de que as pessoas queiram expressar a Jesus é louvável. Não quero ser muito negativo. Mas a verdade é que este método nunca poderá se aproximar do santo mandamento de Deus. Em primeiro lugar, como podemos saber o que Jesus diria ou faria em determinada situação? É verdade que temos o Novo Testamento, onde podemos ler sobre muitas coisas que Jesus falou e fez. Entretanto, uma coisa que descobrimos lá é que Jesus era imprevisível. O que Ele fazia ou dizia era inesperado. É impossível para nós antecipar ou imitar suas palavras e ações.
A Segunda coisa que aprendemos é que Ele disse e fez tudo vivendo pelo Pai. O que precisamos desesperadamente hoje, não é uma imitação de Deus, mas uma expressão de Deus. O que o mundo necessita é ver Deus manifesto através de nós. Isto só pode se cumprir quando nós vivemos por um outra vida. O Santo Espírito que Deus nos deu não é apenas algum tipo de aditivo. Muitos cristãos parecem crer que, embora os judeus nunca tivessem cumprido a lei, como é evidenciado pela história judaica, os cristãos podem, pois eles têm um novo combustível em seu tanque - o Espírito Santo. Com este novo aditivo, agora eles têm o poder de fazer o que os judeus nunca puderam fazer. Por favor, entenda isto claramente. O Espírito Santo não foi dado para energizar a carne ou fortalecer a vida natural para que se possa viver como Deus. Isto está longe da verdade. Em vez disso, o espírito de vida (ZOÉ) em Cristo Jesus (Rom 8:2), foi enviado como uma substituição. A velha vida que foi herdada de Adão é defeituosa. Não pode ser concertada. Ela pode e irá pecar enquanto estiver ativa. Nenhuma quantidade de correção ou supressão poderá mudar sua natureza. A natureza da velha vida é pecar. Ela precisa ser substituída. As boas novas são que podemos receber e viver uma Outra Vida. Esta Vida sempre expressa a natureza divina.
Alguns podem, então, perguntar: Para que serve a Lei? E porquê foram escritos para nós tantos princípios no Velho e no Novo Testamento? Deus nos deu Sua Lei e os princípios por uma razão importante. É para nos mostrar o quão longe estamos de Sua retidão. É para nos convencer do pecado. Quando estamos agindo de uma maneira que não manifesta Deus, ela nos exporá. A Lei tem suas aplicação para “os injustos e insubordinados, para os ímpios e para os pecadores, para os profanos e os irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas e fornicadores, para os sodomitas, para os seqüestradores, para os mentirosos, para os perjuros, etc. (Tim 1:9,10). Os padrões de Deus não diminuíram. Apenas porque nós “morremos para a Lei” (Rom 7:4), apenas porque fomos perdoados, não significa que fomos liberados para pecar. Não! O padrão de vida de Deus é ainda maior. O que estamos dizendo aqui é que a retidão requerida por Deus nunca pode ser encontrada pela velha vida operando através da carne. Não importa quão bem intencionados, auto-controlados ou determinados possamos ser. Somente a vida de Deus pode atingir Seus padrões. Somente Ele é verdadeiramente santo.
A Lei e os princípios bíblicos são uma representação da santidade de Deus. Eles nos mostra, de um modo limitado, quão puro Ele realmente é. Suponha que eu pudesse mostrar a você um retrato de minha esposa. Você poderia ver a cor dos cabelos dela, seus olhos e sua bela face. Mas suponha que eu pudesse trazê-la para encontrar você. Como ela é melhor que o seu retrato! Ela se sentirá insultada se você continuar a olhar para o seu retrato e não prestasse atenção nela. Ela é o cumprimento de seu retrato. Do mesmo modo, Cristo é o cumprimento da Lei. Ele não é menos santo. Ele não nos dá permissão para pecar. Sua intenção é nos preencher com ele mesmo. Ele quer viver em nós e através de nós de um modo que a Lei seja uma mera sombra da retidão que Ele mostrará através de Seu povo.
Queridos amigos, oro para que nosso Pai lhes dê uma inteira compreensão destas coisas. Verdadeiramente é um mistério. Simples palavras nunca poderão transmitir a magnitude desta revelação que é “Cristo em vós, a esperança da glória” (Col 1:27). Minha esperança é que, de algum modo, através destas palavras, vocês possam ser estimulados a procurar mais por Deus e que vocês possam entrar em tal comunhão íntima com Ele que, com o tempo, vocês possam declarar como Paulo fez: “Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim” (Gal 2:20).

God in Everything- C.H Mackintosh

Nothing so much helps the Christian to endure the trials of his path as the habit of seeing God in everything. There is no circumstance, be it ever so trivial or ever so commonplace, which may not be regarded as a messenger from God, if only the ear be circumcised to hear, and the mind spiritual to understand the message. If we lose sight of this valuable truth, life, in many instances at least, will be but a dull monotony, presenting nothing beyond the most ordinary circumstances. On the other hand, if we could but remember, as we start each day on our course, that the hand of our Father can be traced in every scene — if we could see in the smallest, as well as in the most weighty circumstances, traces of the divine presence, how full of deep interest would each day's history be found!
The Book of Jonah illustrates this truth in a very marked way. There we learn, what we need so much to remember, that there is nothing ordinary to the Christian; everything is extraordinary. The most commonplace things, the simplest circumstances, exhibit in the history of Jonah, the evidences of special interference. To see this instructive feature, it is not needful to enter upon the detailed exposition of the Book of Jonah, we only need to notice one expression, which occurs in it again and again, namely, the Lord prepared."
In chapter one the Lord sends out a great wind into the. sea, and this wind had in it a solemn voice for the prophet's ear, had he been wakeful to hear it. Jonah was the one who needed to be taught; for him the messenger was sent forth. The poor pagan mariners, no doubt, had often encountered a storm; to them it was nothing new, nothing special, nothing but what fell to the common lot of seamen; yet it was special and extraordinary for one individual on board, though that one was asleep in the sides of the ship. In vain did the sailors seek to counteract the storm; nothing would avail until the Lord's message had reached the ears of him to whom it was sent.
Following Jonah a little further, we perceive another instance of what we may term God in everything. He is brought into new circumstances, yet he is not beyond the reach of the messengers of God. The Christian can never find himself in a position in which his Father's voice cannot reach his ear, or his Father's hand meet his view, for His voice can be heard, His hand seen, in everything. Thus when Jonah had been cast forth into the sea, "the Lord prepared a great fish." Here, too, we see that there is nothing ordinary to the child of God. A great fish was nothing uncommon; there are many such in the sea; yet did the Lord prepare one for Jonah, in order that it might be the messenger of God to his soul.
Again, in chapter four, we find the prophet sitting on the east side of the city of Nineveh, in sullenness and impatience, grieved because the city had not been overthrown and entreating the Lord to take away his life. He would seem to have forgotten the lesson learned during his three days' sojourn in the deep, and he therefore needed a fresh message from God: "And the Lord prepared a gourd." This is very instructive. There was surely nothing uncommon in the mere circumstance of a gourd; other men might see a thousand gourds, and, moreover, might sit beneath their shade, and yet see nothing extraordinary in them. But Jonah's gourd exhibited traces of the hand of God, and forms a link — an important link — in the chain of circumstances through which, according to the design of God, the prophet was passing. The gourd now, like the great fish before, though very different in its kind, was the messenger of God to his soul. "So Jonah was exceeding glad of the gourd." He had before longed to depart, but his longing was more the result of impatience and chagrin, than of holy desire to depart and be at rest forever. It was the painfulness of the present, rather than the happiness of the future that made him wish to be gone.
This is often the case. We are frequently anxious to get away from present pressure; but if the pressure were removed, the longing would cease. If we longed for the coming of Jesus, and the glory of His blessed presence, circumstances would make no difference; we should then long as ardently to get away from those of pressure and sorrow. Jonah while he sat beneath the shadow of the gourd, thought not of departing, and the very fact of his being "exceeding glad of the gourd" proved how much he needed that special messenger from the Lord; it served to make manifest the true condition of his soul, when he uttered the words, "Take, I beseech Thee, my life from me; for it is better for me to die than to live." The Lord can make even a gourd the instrument for developing the secrets of the human heart. Truly the Christian can say, God is in everything. The tempest roars, and the voice of God is heard, a gourd springs up in silence, and the hand of God is seen. Yet the gourd was but a link in the chain; for "the Lord prepared a worm, and this worm, trifling as it was when viewed in the light of an instrument, was, nevertheless, as much the divine agent as was the "great wind," or the "great fish." A worm, when used by God, can do wonders; it withered Jonah's gourd, and taught him, as it teaches us, a solemn lesson. True, it was only an insignificant agent, the efficacy of which depended upon its conjunction with others; but this only illustrates the more strikingly the greatness of our Father's mind. He can prepare a worm, and He can prepare a vehement east wind, and make them both, though so unlike, conducive to His great designs.
In a word, the spiritual mind sees God in everything. The worm, the whale, and the tempest, all are instruments in His hand. The most insignificant, as well as the most splendid agents, further His ends. The east wind would not have proved effectual, though it had been ever so vehement, had not the worm first done its appointed work. How striking is all this! Who would have thought that a worm and an east wind could be joint agents in doing a work of God? Yet so it was. Great and small are only terms in use among men, and cannot apply to Him "Who humbleth Himself to behold the things that are in heaven," as well as "the things that are on earth." They are all alike to Him "Who sitteth on the circle of the earth." Jehovah can tell the number of the stars, and while He does so He can take knowledge of a falling sparrow; He can make the whirlwind His chariot, and a broken heart His dwelling place. Nothing is great or small with God.
The believer, therefore, must not look upon anything as ordinary, for God is in everything. True, he may have to pass through the same circumstances — to meet the same trials — to encounter the same reverses as other men; but he must not meet them in the same way, nor interpret them on the same principle; nor do they convey the same report to his ear. He should hear the voice of God, and heed His message, in the most trifling as well as in the most momentous occurrence of the day. The disobedience of a child, or the loss of an estate, the obliquity of a servant or the death of a friend, should all be regarded as divine messengers to his soul.
So also, when we look around us in the world, God is in everything. The overturning of thrones, the crashing of empires, the famine, the pestilence, and every event that occurs among nations, exhibit traces of the hand of God, and utter a voice for the ear of man. The devil will seek to rob the Christian of the real sweetness of this thought; he will tempt him to think that, at least, the commonplace circumstances of every-day life exhibit nothing extraordinary, but only such as happen to other men. But we must not yield to him in this. We must start on our course every morning, with this truth vividly impressed on our mind — God is in everything. The sun that rolls along the heavens in splendid brilliancy, and the worm that crawls along the path, have both alike been prepared of God, and, moreover, could both alike cooperate in the development of His unsearchable designs.
I would observe, in conclusion, that the only one who walked in the abiding remembrance of the above precious and important truth was our blessed Master. He saw the Master's hand and heard the Father's voice in everything. This appears preeminently in the season of the deepest sorrow. He came forth from the garden of Gethsemane with those memorable words, "The cup which my Father hath given me, shall I not drink it?" thus recognizing in the fullest manner, that God is in everything.
C.H.M.

Irmãos em Cristo Jesus.

Irmãos em Cristo Jesus.
Mt 5:14 "Vós sois a luz do mundo"