sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Pecado Imperdoável - C. H. Mackintosh

Extraído do Site www.verdadespreciosas.com.ar e Traduzido pelos Irmãos da Cidade de Alegrete-RS

(Resposta a uma carta)


Circulam muitas falsas noções acerca do tema ao que você chama nossa atenção; e muitos —como você— estão
atribulados a respeito. Se nos pergunta continuamente acerca do «pecado imperdoável» e do «pecado contra o Espírito Santo». Se você ler com cuidado Mateus 12:24-32, verá que nosso Senhor fala da “ blasfêmia contra o Espírito Santo”, de qual eram culpáveis os judeus apóstatas. Para estes não havia perdão, nem podia haver. O que podia se fazer por aqueles que não só recusavam ao Filho senão que também resistiam ao Espírito Santo, e atribuíam Sua bendita operação a Belzebú? Eles não podiam ser perdoados nem no “século” da lei nem no do Messias. Em resumidas contas, nesta passagem se trata inteiramente de uma questão que concerne à apóstata nação de Israel, abandonada à irremediável perdição. Sabemos que, justamente antes do começo da época milenar, haverá um remanescente arrependido para a qual se abrirá uma fonte, e que esse remanescente constituirá o núcleo da nação restaurada. Mas este é um tema demasiadamente amplo para considerá-lo aqui. Simplesmente agregamos que o fato de que você seja levado a imaginar que tem cometido o «pecado imperdoável», a nosso juízo é uma tentação de Satanás. Então, tire de sua mente, querido amigo, que você jamais tem sido culpável de nenhum pecado que não possa ser apagado por esse sangue que nos limpa de todo pecado. Muitos acham dificuldade em 1.ª João 5:16: “Há pecado para morte”. Cremos que esta é uma questão dos atos governamentais de Deus. Aprendemos, por 1.ª Coríntios 11:30, que Deus visita a seu povo com enfermidade e ainda mesmo com a morte, segundo a causa de seus maus procedimentos; mas em nenhuma destas passagens existe algum pensamento acerca de um «pecado imperdoável». Não cremos que nenhum pecador, neste “ano aceitável” (Lucas 4:19), neste “dia da salvação” (2.ª Coríntios 6:2) esteja fora do alcance do perdoador amor de Deus e do sangue expiatório de Jesus. Aqueles que recusam o Evangelho serão abandonados a um “poder do engano” (2.ª Tessalonicenses 2:10-12). Mas esse terrível momento todavia não tem chegado. “O Dia da vingança” (Isaías 63:4) permanece retido na longânime misericórdia de Deus.

C.H.M.

Cristo, A Luz da Inteligencia Espiritual - William Kelly

Extraído do site www.verdadespreciosas.com.ar e Traduzido para o Português pelos irmãos da Cidade de Alegrete-RS
Deus, quando comunica algo ao homem, nunca o faz de forma obscura. Seria uma teoria monstruosa supor que Deus, quando dá uma revelação, o faz de maneira tal que resulte impossível que a entendam aqueles a quem quis dirigi-la. O que é que faz que todas as Escrituras resultem tão difíceis? Não é sua linguagem. Uma surpreendente prova disso podemos ver no fato de que se alguém pergunta que parte do Novo Testamento considero que é a mais profunda, logo me referiria às epístolas de João; e digo mais, afirmo que não há nenhuma outra parte que esteja expressada em linguagem mais simples que estas mesmas epístolas.

As palavras não são as dos autores ou redatores deste mundo. Tampouco os pensamentos são enigmáticos nem cheios de alusões estranhas e abstrusas. A dificuldade da Escritura se estriba no fato de que ela é a revelação de Cristo para as almas que tem seus corações abertos pela graça para recebê-la e para valorizá-la. Pois bem, João foi um que havia sido admitido a esta graça de maneira preeminente. De todos os discípulos, ele foi o mais favorecido na intimidade da comunhão com Cristo. Ele foi assim, certamente, quando Cristo andava sobre a terra; e João foi especialmente utilizado pelo Espírito Santo para nos dar os pensamentos mais profundos do amor e da glória pessoal de Cristo.

A verdadeira dificuldade da Escritura consiste, pois, no fato de que seus pensamentos estão infinitamente por cima de nossa mente natural. Para entender a Bíblia, devemos renunciar ao “eu”. Devemos ter um coração e olhos para Cristo, ou, do contrário, a Escritura se converterá em uma coisa ininteligível para nossas almas; enquanto que, quando o olho é sensível, o corpo inteiro está cheio de luz. Por isso podemos encontrar um homem erudito, completamente errado, por mais que seja cristão. Bem pode ver-se impedido de entender as epístolas de João ou o Apocalipse, podem ser demasiadamente profundos para ele; enquanto que, por outra lado, podemos achar a um homem muito simples que, se bem pode não ser capaz de entender plenamente estas Escrituras ou de explicar cada porção das mesmas corretamente, não obstante bem pode gozar delas; pois estas Escrituras comunicam pensamentos inteligíveis a sua alma, provendo além disso, consolo, orientação e proveito.

Inclusive se se tratasse de eventos do porvir, da Babilônia e da besta, o homem sensível encontra ali grandes princípios de Deus que, por mais que se achem no livro considerado como o mais obscuro de todos os livros da Escritura —o Apocalipse—, não obstante tem um efeito prático em sua alma. A razão é que Cristo está ante ele, e Cristo é a sabedoria de Deus em todo sentido. Não se trata, naturalmente, de que pode entendê-lo por ser ele ignorante, senão de que pode fazê-lo apesar de sua ignorância. Tampouco porque um homem seja erudito, é capaz de entrar nos pensamentos de Deus. Já seja ignorante ou douto, há um só caminho: o olho que vê o que se refere a Cristo. E quando se tem isso firmemente fixo ante a alma, creio que Cristo vem a ser a luz da inteligência espiritual da mesma maneira que o é da salvação. E o Espírito Santo constitui o poder que permite compreender; mas Ele nunca dá essa luz exceto através de Cristo. De não ser assim, o homem então tem um objeto ante si que não é Cristo, e, portanto, não pode entender a Escritura, a qual revela a Cristo. O tal está tratando de forçar as Escrituras em apoio de seus próprios objetivos, qualquer que sejam, pervertendo desta forma a Escritura. Esta é a verdadeira chave de todos os erros a respeito da Escritura. O homem agrega seus próprios pensamentos à palavra de Deus, e elabora um sistema que não tem nenhum fundamento divino.

Irmãos em Cristo Jesus.

Irmãos em Cristo Jesus.
Mt 5:14 "Vós sois a luz do mundo"